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  • Respondendo perguntas que essa foto provável mente vai gerar:
-Você vai postar a crítica de MIDWAY?
-Sim. Agora que entrei de férias vou postá-la amanhã, mas ela já está disponível no @emdiacomodia desde sexta passada.
-É você nessa foto? -Sim. Elá o promocional da minha crítica do filme "Fratura" que lançarei amanhã. Inclusive, muito obrigado pela foto @lab.sg .
No mais é isso glr. Tem crítica em dobro amanhã. É nois.
#fratura #netflix #terrorhospital #filmedeterror #cinema #criticadecinema
  • Respondendo perguntas que essa foto provável mente vai gerar:
    -Você vai postar a crítica de MIDWAY?
    -Sim. Agora que entrei de férias vou postá-la amanhã, mas ela já está disponível no @emdiacomodia desde sexta passada.
    -É você nessa foto? -Sim. Elá o promocional da minha crítica do filme "Fratura" que lançarei amanhã. Inclusive, muito obrigado pela foto @lab.sg .
    No mais é isso glr. Tem crítica em dobro amanhã. É nois.
    #fratura #netflix #terrorhospital #filmedeterror #cinema #criticadecinema

  •  14  0  1 hour ago
  • Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo (2019)
⭐Nota: 2/10

Jesus Cristo está completando seus 30 anos de idade quando decide levar para casa um convidado especial para conhecer sua família, surpreendendo a todos. (Link na Bio)
  • Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo (2019)
    ⭐Nota: 2/10

    Jesus Cristo está completando seus 30 anos de idade quando decide levar para casa um convidado especial para conhecer sua família, surpreendendo a todos. (Link na Bio)

  •  72  20  3 hours ago
  • É esperado que a mãe dê vazão à construção da figura de herói no pai. As crianças são terreno fértil para a sedimentação do imaginário em que a figura paterna é dotada de virtudes quase sobre-humanas. Com Yvonne não é diferente. A agora viúva diariamente relata feitos do falecido marido para seu pequeno filho antes dormir. O prazeroso ciclo do conto materno e assimilação do garoto encontra nos episódios do renomado Capitão Santi, ex-oficial da polícia, matéria-prima suficiente para tornar o processo cotidiano de pegar no sono uma experiência capaz de se sobrepor a qualquer outra opção literária. Entretanto, a motivação de quem narra as estórias, é gradativamente minada quando a real índole de Santi é exposta. Yvonne, também oficial da polícia, descobre que o marido não só era corrupto como por sua culpa um inocente foi preso por 8 anos.

Pode parecer um drama, mas tudo é envolto numa roupagem de comédia escrachada. É divertidíssima a forma com que a mãe passa a adaptar os relatos noturnos para o filho à medida em que se dá conta da gravidade dos delitos do marido. Além de fomentar um bom humor, essa mecânica de evolução episódica tangibiliza de forma inteligente o processo de frustração. Mesmo não conseguindo manter as tiradas cômicas sempre em alto nível, o longa conta com boas inserções como a dificuldade de praticar assaltos usando disfarces escandalosos e dispositivos de distorção de voz ao mesmo tempo.

No demais, aguarde exageros de uma comédia despretensiosa e sem grande volume de boas piadas. O cineasta Pierre Salvadori claramente não tem a ambição de desenvolver arcos complexos, o foco é claramente arrancar risos a qualquer custo. Às vezes funciona, mas em tantas outras recai-se no pastelão da mesmice. Existe a tentativa de enriquecer a trama com um desenvolvimento romântico, mas não existe atmosfera que respalde qualquer incursão de complexidade humana que não as endereçadas já no início da narrativa.

Opção bastante válida para quem quer apenas dar algumas risadas. Sem sofrimentos, sem exercitar o cérebro.
  • É esperado que a mãe dê vazão à construção da figura de herói no pai. As crianças são terreno fértil para a sedimentação do imaginário em que a figura paterna é dotada de virtudes quase sobre-humanas. Com Yvonne não é diferente. A agora viúva diariamente relata feitos do falecido marido para seu pequeno filho antes dormir. O prazeroso ciclo do conto materno e assimilação do garoto encontra nos episódios do renomado Capitão Santi, ex-oficial da polícia, matéria-prima suficiente para tornar o processo cotidiano de pegar no sono uma experiência capaz de se sobrepor a qualquer outra opção literária. Entretanto, a motivação de quem narra as estórias, é gradativamente minada quando a real índole de Santi é exposta. Yvonne, também oficial da polícia, descobre que o marido não só era corrupto como por sua culpa um inocente foi preso por 8 anos.

    Pode parecer um drama, mas tudo é envolto numa roupagem de comédia escrachada. É divertidíssima a forma com que a mãe passa a adaptar os relatos noturnos para o filho à medida em que se dá conta da gravidade dos delitos do marido. Além de fomentar um bom humor, essa mecânica de evolução episódica tangibiliza de forma inteligente o processo de frustração. Mesmo não conseguindo manter as tiradas cômicas sempre em alto nível, o longa conta com boas inserções como a dificuldade de praticar assaltos usando disfarces escandalosos e dispositivos de distorção de voz ao mesmo tempo.

    No demais, aguarde exageros de uma comédia despretensiosa e sem grande volume de boas piadas. O cineasta Pierre Salvadori claramente não tem a ambição de desenvolver arcos complexos, o foco é claramente arrancar risos a qualquer custo. Às vezes funciona, mas em tantas outras recai-se no pastelão da mesmice. Existe a tentativa de enriquecer a trama com um desenvolvimento romântico, mas não existe atmosfera que respalde qualquer incursão de complexidade humana que não as endereçadas já no início da narrativa.

    Opção bastante válida para quem quer apenas dar algumas risadas. Sem sofrimentos, sem exercitar o cérebro.

  •  22  2  6 hours ago
  • Se uma comédia politicamente incorreta com 3 crianças como protagonistas em um mundo cada vez mais politicamente correto já não é um risco e tanto a se correr, “Bons Meninos” surpreende ainda mais por conseguir acessá-la de um modo a atingir um balanço dramático de comentários pertinentes sobre a precocidade das gerações infantis em meio à ampla exposição da sociedade líquida, mas sem suavizar a estruturação esquizofrênica inspirada em “Superbad” no humor absurdista.
.
Um típico humor específico que nas mãos infantis possibilita diversificadas variações, partindo do referencial à cultura pop e atravessando o inusitado linguajar chulo não completamente compreendido pela ingenuidade da idade e, obviamente, contrastante com o físico das crianças. É impressionante como não há freios morais, o roteiro é tão habilidoso que transforma situações de risco à vida em uma leveza temporária para a comédia, sem perder o elemento de suspense que risca a aventura de danos psicológicos nos garotos.
.
Não que o estudo de amadurecimento seja eximiamente complexo, mas ele é preciso no didatismo, aproveitando os pontos de transição com sabedoria ao debochar do teor passageiro da dramatização, mas sem reiterar a importância daqueles momentos para a formação dos jovens. Nas entrelinhas, essa ideia de cada criança ser produto do meio convivente é ainda mais bem exposta com as pontuais cenas de relação pessoal de cada um com os pais, exercitando na cabeça do público a criação das personalidades.
.
Automaticamente, o filme escapa de julgamentos clichês fáceis pela preparação individual de cada personagem, que juntos fazem toda a engrenagem funcionar perfeitamente dentro da mescla de clima oitentista de amizades eternas em um cenário urbano colegial moderno. Como se não bastasse, o filme aproveita o cenário de higienismo social a favor do incorreto, quebrando estereótipos antigos e saudavelmente inserindo outros com base nas consequências dos males das influências dos arredores.
.
Talvez seja cedo para falar, mas esse tem tudo para ser um clássico “high school” do século XXI. No mínimo, é uma das comédias mais surpreendentes desta década.
  • Se uma comédia politicamente incorreta com 3 crianças como protagonistas em um mundo cada vez mais politicamente correto já não é um risco e tanto a se correr, “Bons Meninos” surpreende ainda mais por conseguir acessá-la de um modo a atingir um balanço dramático de comentários pertinentes sobre a precocidade das gerações infantis em meio à ampla exposição da sociedade líquida, mas sem suavizar a estruturação esquizofrênica inspirada em “Superbad” no humor absurdista.
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    Um típico humor específico que nas mãos infantis possibilita diversificadas variações, partindo do referencial à cultura pop e atravessando o inusitado linguajar chulo não completamente compreendido pela ingenuidade da idade e, obviamente, contrastante com o físico das crianças. É impressionante como não há freios morais, o roteiro é tão habilidoso que transforma situações de risco à vida em uma leveza temporária para a comédia, sem perder o elemento de suspense que risca a aventura de danos psicológicos nos garotos.
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    Não que o estudo de amadurecimento seja eximiamente complexo, mas ele é preciso no didatismo, aproveitando os pontos de transição com sabedoria ao debochar do teor passageiro da dramatização, mas sem reiterar a importância daqueles momentos para a formação dos jovens. Nas entrelinhas, essa ideia de cada criança ser produto do meio convivente é ainda mais bem exposta com as pontuais cenas de relação pessoal de cada um com os pais, exercitando na cabeça do público a criação das personalidades.
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    Automaticamente, o filme escapa de julgamentos clichês fáceis pela preparação individual de cada personagem, que juntos fazem toda a engrenagem funcionar perfeitamente dentro da mescla de clima oitentista de amizades eternas em um cenário urbano colegial moderno. Como se não bastasse, o filme aproveita o cenário de higienismo social a favor do incorreto, quebrando estereótipos antigos e saudavelmente inserindo outros com base nas consequências dos males das influências dos arredores.
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    Talvez seja cedo para falar, mas esse tem tudo para ser um clássico “high school” do século XXI. No mínimo, é uma das comédias mais surpreendentes desta década.

  •  138  7  6 hours ago
  • FESTIVAL DO RIO 2019! .
.
Carmem Maura (estrela de diversos filmes do cultuado cineasta Pedro Almodóvar), se torna a grande dádiva recebida por Falabella para dar a exuberância cênica que sua obra tem. Mas claro, todo o amparo técnico da produção coopera para tornar a experiência ainda melhor: a luz e a fotografia aqui se tornam essenciais ao sonho, e esses quesitos respondem a altura  e dão ainda mais charme a  história que nos é proposta. 'Veneza' exalta a imaginação e o sonho, mas também tem doses indigestas de realidade, afinal de contas, e infelizmente, nem todos compreendem o sonho alheio. (...)
.
.
Confira o texto completo no site. ;) 👉🏼 Link no stories!
 #FestivaldoRio
https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-veneza-2019.html
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#festivaldorio2019 #criticadecinema #critica #venezaofilme #cinefilia #cinemanacional #miguelfalabella #carmenmaura #pitacodopapo
  • FESTIVAL DO RIO 2019! .
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    Carmem Maura (estrela de diversos filmes do cultuado cineasta Pedro Almodóvar), se torna a grande dádiva recebida por Falabella para dar a exuberância cênica que sua obra tem. Mas claro, todo o amparo técnico da produção coopera para tornar a experiência ainda melhor: a luz e a fotografia aqui se tornam essenciais ao sonho, e esses quesitos respondem a altura e dão ainda mais charme a história que nos é proposta. 'Veneza' exalta a imaginação e o sonho, mas também tem doses indigestas de realidade, afinal de contas, e infelizmente, nem todos compreendem o sonho alheio. (...)
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    Confira o texto completo no site. ;) 👉🏼 Link no stories!
    #FestivaldoRio
    https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-veneza-2019.html
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  •  27  3  8 hours ago
  • 47 meters down: Uncaged (2019) 🦈

Vamos lá, esse filme prova que não dá pra ser só bonito e esperar pelo melhor. 
Se você reconheceu o título, é que ele vem de uma franquia chamada "47 meters down", o Ucaged é o segundo e até agora menos interessante, quatro amigas resolvem mergulhar em cavernas nunca exploradas por homens e lá dentro acabam "soltando" tubarões brancos....cegos.
A premissa pode parecer interessante para quem já gosta desse tipo de filme sem compromisso, porém com as más escolhas de roteiro,  edição e direção a produção foi por água a baixo (obrigada pensei muito nessa piada). O filme é esteticamente lindo, com imagens de drone por paisagens maravilhosas e águas cristalinas, que mesmo assim não sustentam os erros e a falta de noção de algumas cenas. No final é um filme que mesmo descompromissado não te prende nem apetece e se bobear você termina o filme com raiva porque o peixe em baixo d'água gritou e todo mundo ouviu.
ps. CLARAMENTE dirigido por um homem.
.
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#47metersdownuncaged #resenhadefilme #filmesbrasil #cinemadeterror
#dicadefilme #criticadecinema #criticadefilmes #critica #filme
  • 47 meters down: Uncaged (2019) 🦈

    Vamos lá, esse filme prova que não dá pra ser só bonito e esperar pelo melhor.
    Se você reconheceu o título, é que ele vem de uma franquia chamada "47 meters down", o Ucaged é o segundo e até agora menos interessante, quatro amigas resolvem mergulhar em cavernas nunca exploradas por homens e lá dentro acabam "soltando" tubarões brancos....cegos.
    A premissa pode parecer interessante para quem já gosta desse tipo de filme sem compromisso, porém com as más escolhas de roteiro, edição e direção a produção foi por água a baixo (obrigada pensei muito nessa piada). O filme é esteticamente lindo, com imagens de drone por paisagens maravilhosas e águas cristalinas, que mesmo assim não sustentam os erros e a falta de noção de algumas cenas. No final é um filme que mesmo descompromissado não te prende nem apetece e se bobear você termina o filme com raiva porque o peixe em baixo d'água gritou e todo mundo ouviu.
    ps. CLARAMENTE dirigido por um homem.
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    #47metersdownuncaged #resenhadefilme #filmesbrasil #cinemadeterror
    #dicadefilme #criticadecinema #criticadefilmes #critica #filme

  •  49  3  11 December, 2019
  • ~
Acho que dá pra dizer que o filme possui duas mensagens: uma sensação constante de insegurança ou decadência profissional/pessoal; e um deboche coletivo estereotipado/uma vontade de sacanear com figuras históricas (Bruce Lee que o diga, coitado).
O lado cômico funciona nisso que parece ser uma ideia extremamente pessoal do Tarantino (ou dos personagens dele?) de expor em tela uma época marcante estadunidense, tanto no meio fílmico como social, de maneira distorcida - distorção essa que funciona maravilhosamente no que diz respeito a comunidade hippie. Toda a cena no rancho brinca com um preconceito do homem americano sobre a imagem "riponga" ao sugerir uma tensão e suspense ameaçador que se inverte momentos depois no que parece ser uma desconstrução rápida e significativa. Tudo para depois surgir uma nova inversão que retorna para o cômico/tenso de um clímax que bate na porta da história de forma que posso dizer ser genial (as melhores cenas do longa, aliás).
Por outro lado, o conceito da decadência melancólica abre portas para momentos que beiram o "gostinho de quero mais" de forma meio negativa e controversa. Sharon Tate permanece como uma figura coadjuvante esquecida, como se apenas para anunciar o que está por vir. É um fanservice hollywoodiano que podia ser mais bem explorado nas quase três horas de duração; a imagem de Bruce Lee é uma piada de asiático num flashback existencialista do dublê que deixa mais que claro o deboche estereotipado do longa (chega mais perto do insulto do que de qualquer coisa). Talvez seja o único ponto de fato negativo na relevância do contexto central do roteiro. Uma perspectiva mais cuidadosa poderia elevar o novo filme do Tarantino uns lugares acima, mas ainda possui créditos pelo diretor retornar para sua originalidade de início de carreira e fugir da estagnação, sem falar, mais uma vez, da genuína decadência profissional cinematográfica da nata de elencos hollywoodianos, que em sua caricatura encontra o rosto perfeito num DiCaprio arrasado pela própria perspectiva de futuro.
~
🐎🐎🐎🐎
#onceuponatimeinhollywood #quentintarantino #leonardodicaprio #bradpitt #margotrobbie #cinema #criticadecinema #pulpfiction #eguadacritica
  • ~
    Acho que dá pra dizer que o filme possui duas mensagens: uma sensação constante de insegurança ou decadência profissional/pessoal; e um deboche coletivo estereotipado/uma vontade de sacanear com figuras históricas (Bruce Lee que o diga, coitado).
    O lado cômico funciona nisso que parece ser uma ideia extremamente pessoal do Tarantino (ou dos personagens dele?) de expor em tela uma época marcante estadunidense, tanto no meio fílmico como social, de maneira distorcida - distorção essa que funciona maravilhosamente no que diz respeito a comunidade hippie. Toda a cena no rancho brinca com um preconceito do homem americano sobre a imagem "riponga" ao sugerir uma tensão e suspense ameaçador que se inverte momentos depois no que parece ser uma desconstrução rápida e significativa. Tudo para depois surgir uma nova inversão que retorna para o cômico/tenso de um clímax que bate na porta da história de forma que posso dizer ser genial (as melhores cenas do longa, aliás).
    Por outro lado, o conceito da decadência melancólica abre portas para momentos que beiram o "gostinho de quero mais" de forma meio negativa e controversa. Sharon Tate permanece como uma figura coadjuvante esquecida, como se apenas para anunciar o que está por vir. É um fanservice hollywoodiano que podia ser mais bem explorado nas quase três horas de duração; a imagem de Bruce Lee é uma piada de asiático num flashback existencialista do dublê que deixa mais que claro o deboche estereotipado do longa (chega mais perto do insulto do que de qualquer coisa). Talvez seja o único ponto de fato negativo na relevância do contexto central do roteiro. Uma perspectiva mais cuidadosa poderia elevar o novo filme do Tarantino uns lugares acima, mas ainda possui créditos pelo diretor retornar para sua originalidade de início de carreira e fugir da estagnação, sem falar, mais uma vez, da genuína decadência profissional cinematográfica da nata de elencos hollywoodianos, que em sua caricatura encontra o rosto perfeito num DiCaprio arrasado pela própria perspectiva de futuro.
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    #onceuponatimeinhollywood #quentintarantino #leonardodicaprio #bradpitt #margotrobbie #cinema #criticadecinema #pulpfiction #eguadacritica

  •  59  15  11 December, 2019
  • "História de um Casamento" começa com uma narração de Charlie (Adam Driver) sobre sua esposa Nicole (Scarlett Johansson). Em seguida, ouvimos a narração dela sobre seu marido. Essa sequência inicial já nos introduz à dinâmica narrativa que o filme assumirá dali em diante: Charlie e Nicole aparecem em cena separadamente, mas de forma razoavelmente equilibrada, – torna-se difícil classificar apenas um como protagonista – e estão sempre pensando um no outro. O filme abraça essa estrutura bipolar de forma muito poética.

O rigor poético do roteiro e da direção apontam para a mão de um poeta, Noah Baumbach, que realiza cada quadro como se fosse uma frase e cada plano como se fosse um verso. Cenas são estrofes e por aí vai. Tudo tem uma beleza que parece fechada em si, mas aberta ao mesmo tempo. Da mesma maneira como é possível, em muitos casos, isolarmos um verso de um poema e ainda assim sentirmos sua beleza e compreendermos, em algum nível, o sentido da obra como um todo se qualquer unidade fílmica de "História de um Casamento" for isolada, poderemos sentir sua beleza e compreendermos seu sentido. Cada quadro é como uma pintura.

Estranhamente, o realismo das atuações se encaixa perfeitamente na forma pouco realista da mise-en-scène de Baumbach. Talvez se encaixe tão bem porque é natural que busquemos elementos reais em universos não-reais. Talvez se encaixe tão bem por reforçar o senso de desconexão de seus personagens com tudo o que os envolve, em termos de pessoas e lugares. E talvez se encaixe tão bem por ser o elemento cotidiano que nos evoca empatia e compaixão dentro dessa poesia tão bela sobre seres humanos complexos que mesmo sendo profundamente egoístas possuem uma enorme dependência que não podem suprir por conta própria.

Texto: @rodrigo.heber 
Revisão: @robertoheber1 
TAGS: #noahbaumbachquadrocine #historiadeumcasamentoquadrocine #criticadecinema #criticasquadrocine #2019quadrocine #cinema
  • "História de um Casamento" começa com uma narração de Charlie (Adam Driver) sobre sua esposa Nicole (Scarlett Johansson). Em seguida, ouvimos a narração dela sobre seu marido. Essa sequência inicial já nos introduz à dinâmica narrativa que o filme assumirá dali em diante: Charlie e Nicole aparecem em cena separadamente, mas de forma razoavelmente equilibrada, – torna-se difícil classificar apenas um como protagonista – e estão sempre pensando um no outro. O filme abraça essa estrutura bipolar de forma muito poética.

    O rigor poético do roteiro e da direção apontam para a mão de um poeta, Noah Baumbach, que realiza cada quadro como se fosse uma frase e cada plano como se fosse um verso. Cenas são estrofes e por aí vai. Tudo tem uma beleza que parece fechada em si, mas aberta ao mesmo tempo. Da mesma maneira como é possível, em muitos casos, isolarmos um verso de um poema e ainda assim sentirmos sua beleza e compreendermos, em algum nível, o sentido da obra como um todo se qualquer unidade fílmica de "História de um Casamento" for isolada, poderemos sentir sua beleza e compreendermos seu sentido. Cada quadro é como uma pintura.

    Estranhamente, o realismo das atuações se encaixa perfeitamente na forma pouco realista da mise-en-scène de Baumbach. Talvez se encaixe tão bem porque é natural que busquemos elementos reais em universos não-reais. Talvez se encaixe tão bem por reforçar o senso de desconexão de seus personagens com tudo o que os envolve, em termos de pessoas e lugares. E talvez se encaixe tão bem por ser o elemento cotidiano que nos evoca empatia e compaixão dentro dessa poesia tão bela sobre seres humanos complexos que mesmo sendo profundamente egoístas possuem uma enorme dependência que não podem suprir por conta própria.

    Texto: @rodrigo.heber
    Revisão: @robertoheber1
    TAGS: #noahbaumbachquadrocine #historiadeumcasamentoquadrocine #criticadecinema #criticasquadrocine #2019quadrocine #cinema

  •  37  1  11 December, 2019
  • PiTacO do PaPO! (Quinta nos Cinemas)
.
.
O grande charme de 'Entre Facas e Segredos' está na facilidade com que ele se desenvolve, na degustação visual que ele proporciona e em sua fácil digestão pós-sessão. É um filme que consegue a façanha de ser ao mesmo tempo simples e complexo, fácil e abstruso, cristalino e enredado. A trama criada pelo diretor e roteirista Rian Johnson subverte a si mesma a todo instante, provocando uma montanha russa de expectativas que se expandem em refração ao próprio destino aparentemente estabelecido, evidenciando ainda mais o próprio brilhantismo enquanto obra original. (....)
.
.
Pra conferir a crítica completa de Vinícius Martins, vem k no site! ;)
👉🏼Link no stories!
https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-entre-facas-e-segredos.html
.
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#entrefacasesegredos #knivesout #tagsforlikes #noscinemas #criticadecinema #cinefilia #critica #rianjohnson #danielcraig #catherinelangford #anadearmas #suspense #pitacodopapo
  • PiTacO do PaPO! (Quinta nos Cinemas)
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    O grande charme de 'Entre Facas e Segredos' está na facilidade com que ele se desenvolve, na degustação visual que ele proporciona e em sua fácil digestão pós-sessão. É um filme que consegue a façanha de ser ao mesmo tempo simples e complexo, fácil e abstruso, cristalino e enredado. A trama criada pelo diretor e roteirista Rian Johnson subverte a si mesma a todo instante, provocando uma montanha russa de expectativas que se expandem em refração ao próprio destino aparentemente estabelecido, evidenciando ainda mais o próprio brilhantismo enquanto obra original. (....)
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    Pra conferir a crítica completa de Vinícius Martins, vem k no site! ;)
    👉🏼Link no stories!
    https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-entre-facas-e-segredos.html
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    #entrefacasesegredos #knivesout #tagsforlikes #noscinemas #criticadecinema #cinefilia #critica #rianjohnson #danielcraig #catherinelangford #anadearmas #suspense #pitacodopapo

  •  62  5  11 December, 2019
  • Estamos na época das férias, quando opções de diversão são vasculhadas em maior quantidade pelos pais da criançada. Conferir um filme em família nos cinemas é sempre uma ótima preferência, estreando no dia 12 de dezembro mais uma produção que se integra a essa escolha: Brincando com Fogo. A questão é: vale a pena levar seus pequeninos para assistir?
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O filme conta a história do superintendente bombeiro Jake Carson e seu time de bombeiros que acabam resgatando três irmãos de um incêndio violento. Sem a presença dos pais por alguns dias, são obrigados a se tornarem babás dessas crianças, que vão lhes causar bastante problemas, sendo esse o grande guia para tudo que irá ocorrer na produção.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Com isso, o que temos é um longa que não busca trazer uma história bem elaborada e emocionante para as crianças. O intuito aqui é apenas trazer boas gargalhadas para esse público com bastante clichê, o que acaba sendo um grande problema, visto que a construção da narrativa e os laços estabelecidos se tornam bastante vagos e desinteressantes, ficando em segundo plano.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A verdade é que o filme em nenhum momento se leva tão a sério, chegando a um ponto que cansa, especialmente para os adultos que muito provavelmente acompanharão as crianças na sessão. É um filme completamente feito para o público infantil, mas que em comparação a outros do gênero, ficará bastante atrás.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Talvez o único ponto positivo seja os atores, que embora não sejam grande coisa, trazem à tona uma atuação que se adequa ao tipo de filme proposto: diversão e besteirol. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Logo, é uma produção que pode garantir até diversão para os pequeninos, mesmo que de forma vaga e nada inovadora, mas que dificilmente valerá o valor do ingresso para ser conferido nos cinemas.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
#brincandocomfogo #filmes #filme #cinema #cinefilo #cinefilos #cinéfilo #cinéfilos #filmeinfantil #infantil #paramountbrasil #nickelodeonbrasil #nickjr #nickelodeonmovies #criticadecine #criticadecinema #criticadefilme #criticadefilmes #amofilmes #instafilmes #filminho #adorocinema #nickbrasil #johncena #playingwithfire #briannahildebrand #filmes2019 #filmekids #estreiacinema #lancamento
  • Estamos na época das férias, quando opções de diversão são vasculhadas em maior quantidade pelos pais da criançada. Conferir um filme em família nos cinemas é sempre uma ótima preferência, estreando no dia 12 de dezembro mais uma produção que se integra a essa escolha: Brincando com Fogo. A questão é: vale a pena levar seus pequeninos para assistir?
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    O filme conta a história do superintendente bombeiro Jake Carson e seu time de bombeiros que acabam resgatando três irmãos de um incêndio violento. Sem a presença dos pais por alguns dias, são obrigados a se tornarem babás dessas crianças, que vão lhes causar bastante problemas, sendo esse o grande guia para tudo que irá ocorrer na produção.
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    Com isso, o que temos é um longa que não busca trazer uma história bem elaborada e emocionante para as crianças. O intuito aqui é apenas trazer boas gargalhadas para esse público com bastante clichê, o que acaba sendo um grande problema, visto que a construção da narrativa e os laços estabelecidos se tornam bastante vagos e desinteressantes, ficando em segundo plano.
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    A verdade é que o filme em nenhum momento se leva tão a sério, chegando a um ponto que cansa, especialmente para os adultos que muito provavelmente acompanharão as crianças na sessão. É um filme completamente feito para o público infantil, mas que em comparação a outros do gênero, ficará bastante atrás.
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    Talvez o único ponto positivo seja os atores, que embora não sejam grande coisa, trazem à tona uma atuação que se adequa ao tipo de filme proposto: diversão e besteirol. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
    Logo, é uma produção que pode garantir até diversão para os pequeninos, mesmo que de forma vaga e nada inovadora, mas que dificilmente valerá o valor do ingresso para ser conferido nos cinemas.
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    #brincandocomfogo #filmes #filme #cinema #cinefilo #cinefilos #cinéfilo #cinéfilos #filmeinfantil #infantil #paramountbrasil #nickelodeonbrasil #nickjr #nickelodeonmovies #criticadecine #criticadecinema #criticadefilme #criticadefilmes #amofilmes #instafilmes #filminho #adorocinema #nickbrasil #johncena #playingwithfire #briannahildebrand #filmes2019 #filmekids #estreiacinema #lancamento

  •  75  0  11 December, 2019
  • História de um Casamento
País: Estados Unidos
Gênero: Drama
Ano: 2019
Direção: Noah Baumbach
Elenco principal: Scarlett Johansson, Adam Driver, Laura Dern, Ray Liotta .

Sinopse:

O olhar incisivo e compassivo de Noah Baumbach sobre o fim de um casamento.

Comentário:

Noah Baumbach usa muito de suas experiências pessoais para elaborar os roteiros dos filmes que dirige. Noah viu seus pais se separarem na adolescência e com os elementos que tinha produziu “A Lula e a Baleia”. Agora, mais maduro, usou a experiência do seu divórcio com a atriz Jennifer Jason Leigh para construir História de um Casamento.

Não que se tratem de filmes autobiográficos. São, sim, obras de ficção, mas que foram escritas e filmadas com tanta delicadeza e nuances por alguém que viveu a situação.

Noah é inteligente, quando, logo no início, mostra as duas partes lendo cartas destacando as virtudes do outro e, logo depois, a ruptura, para, no decorrer do filme, fazer o espectador observar o que levou àquilo.

Uma cena em especial marca o filme e o talento de Noah e dos seus dois protagonistas, Adam Driver e Scarlett Johansson. Uma discussão acalorada entre os dois, em um cenário sem mobília e cores frias, em que ambos se mantém afastados, sendo que esse distanciamento é exposto propositalmente pelo diretor com planos mais abertos. Eles agridem-se verbalmente de forma pesada, até encerrarem a distância com um abraço. Porque ainda há carinho e eles têm que aprender a viver esse momento, passar por essa transição.

O filme ainda conta com atuações competentes de Laura Dern (cotadíssima para o Oscar de melhor atriz coadjuvante) e Ray Liotta, mas é certo que os dois fazem parte dos momentos de menos brilho do filme. Pois é quando Adam e Scarlett estão em cena, sozinhos, na intimidade, que o roteiro flui melhor. É difícil não se emocionar, mesmo para quem nunca viveu a experiência da separação.

Nota: 🌟🌟🌟🌟4/5 .

Onde assistir: @netflixbrasil .

#historiadecinema #historiadecinema4estrelas #criticadecinema #dicadecinema #dicadefilme
#cinema #netflix #historiadecinemanetflix #historiadeumcasamento #historiadeumcasamentohc #marriagestory #adamdriver #noahbaumbach #divorcio #separação
  • História de um Casamento
    País: Estados Unidos
    Gênero: Drama
    Ano: 2019
    Direção: Noah Baumbach
    Elenco principal: Scarlett Johansson, Adam Driver, Laura Dern, Ray Liotta .

    Sinopse:

    O olhar incisivo e compassivo de Noah Baumbach sobre o fim de um casamento.

    Comentário:

    Noah Baumbach usa muito de suas experiências pessoais para elaborar os roteiros dos filmes que dirige. Noah viu seus pais se separarem na adolescência e com os elementos que tinha produziu “A Lula e a Baleia”. Agora, mais maduro, usou a experiência do seu divórcio com a atriz Jennifer Jason Leigh para construir História de um Casamento.

    Não que se tratem de filmes autobiográficos. São, sim, obras de ficção, mas que foram escritas e filmadas com tanta delicadeza e nuances por alguém que viveu a situação.

    Noah é inteligente, quando, logo no início, mostra as duas partes lendo cartas destacando as virtudes do outro e, logo depois, a ruptura, para, no decorrer do filme, fazer o espectador observar o que levou àquilo.

    Uma cena em especial marca o filme e o talento de Noah e dos seus dois protagonistas, Adam Driver e Scarlett Johansson. Uma discussão acalorada entre os dois, em um cenário sem mobília e cores frias, em que ambos se mantém afastados, sendo que esse distanciamento é exposto propositalmente pelo diretor com planos mais abertos. Eles agridem-se verbalmente de forma pesada, até encerrarem a distância com um abraço. Porque ainda há carinho e eles têm que aprender a viver esse momento, passar por essa transição.

    O filme ainda conta com atuações competentes de Laura Dern (cotadíssima para o Oscar de melhor atriz coadjuvante) e Ray Liotta, mas é certo que os dois fazem parte dos momentos de menos brilho do filme. Pois é quando Adam e Scarlett estão em cena, sozinhos, na intimidade, que o roteiro flui melhor. É difícil não se emocionar, mesmo para quem nunca viveu a experiência da separação.

    Nota: 🌟🌟🌟🌟4/5 .

    Onde assistir: @netflixbrasil .

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    #cinema #netflix #historiadecinemanetflix #historiadeumcasamento #historiadeumcasamentohc #marriagestory #adamdriver #noahbaumbach #divorcio #separação

  •  157  19  10 December, 2019
  • FESTIVAL DO RIO 2019!
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Em um ano em que a Máfia ganhou uma representação quase definitiva no cinema por Martin Scorcese, Marco Bellocchio, conhecido por seu trabalho em 'De Punhos Cerrados' (1965) e 'Bom Dia, Noite' (2003), também surpreende apresentando sua concepção de um dos mafiosos mais relevantes na história da Itália, Tommaso Buscetta, interpretado no filme de forma fria e calculista pelo ator Pierfrancesco Favino ('Rush - No Limite da Emoção'), ele foi também o principal informante da polícia em uma gigantesca operação que resultou em centenas de prisões que ajudaram a desmantelar a máfia italiana. (...)
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Mais um destaque do Festival com crítica de Sérgio Ghesti. Confira a crítica completa no site! ;) 👉🏼Link no stories!
#FestivaldoRio

https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-o-traidor-2019.html
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#otraidor #marcobellocchio #mariafernandacandido #cinefilia #festivaldorio2019 #tagsforlikes #critica #criticadecinema #pitacodopapo
  • FESTIVAL DO RIO 2019!
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    Em um ano em que a Máfia ganhou uma representação quase definitiva no cinema por Martin Scorcese, Marco Bellocchio, conhecido por seu trabalho em 'De Punhos Cerrados' (1965) e 'Bom Dia, Noite' (2003), também surpreende apresentando sua concepção de um dos mafiosos mais relevantes na história da Itália, Tommaso Buscetta, interpretado no filme de forma fria e calculista pelo ator Pierfrancesco Favino ('Rush - No Limite da Emoção'), ele foi também o principal informante da polícia em uma gigantesca operação que resultou em centenas de prisões que ajudaram a desmantelar a máfia italiana. (...)
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  •  29  0  10 December, 2019
  • FESTIVAL DO RIO 2019!
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Vencedor de Melhor Roteiro e da Palma Queer em Cannes na mostra Um Certo Olhar, o filme tem um acabamento luxuoso. A fotografia, muito limpa e preenchida com cenários rochosos rodeados de mar, ampliam nosso olhar através dessas mulheres que vão se revelando os poucos - tanto entre elas como para o público - , tudo é muito delicado e as performances de Merlant e Haenel (essa última figurinha fácil no cinema francês) são sobremaneira tocantes. (...)
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Mais um grande destaque do Festival do Rio. Confira no site! 👉🏼Link no stories!
#FestivaldoRio

https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-retrato-de-uma-jovem-em.html
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#retratodeumajovememchamas #cinefilia #cinemafrances #tagsforlikes #adelehaenel #celinesciamma #dicadefilme #festivaldorio2019 #critica #criticadecinema #pitacodopapo
  • FESTIVAL DO RIO 2019!
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    Vencedor de Melhor Roteiro e da Palma Queer em Cannes na mostra Um Certo Olhar, o filme tem um acabamento luxuoso. A fotografia, muito limpa e preenchida com cenários rochosos rodeados de mar, ampliam nosso olhar através dessas mulheres que vão se revelando os poucos - tanto entre elas como para o público - , tudo é muito delicado e as performances de Merlant e Haenel (essa última figurinha fácil no cinema francês) são sobremaneira tocantes. (...)
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    https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-retrato-de-uma-jovem-em.html
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  •  43  0  10 December, 2019
  • As golpistas

Se tem três destaques para esse filme são: Jennifer Lopez, trilha sonora e elenco. Não dá pra começar esse texto sem falar da atuação e entrega de JLo no papel de Ramona, como está bem, que atuação convincente, quanta verdade consegui sentir em tela, fora as cenas no pole dance que são de deixar qualquer um (eu disse qualquer um) hipnotizado, quanto domínio do próprio corpo, quanta beleza... Outro ponto super positivo do filme é a trilha sonora, cheia de hits pop que compõe muito bem as cenas em que aparecem. Destaque também é para o elenco, muita gente boa: Constance Wu, Julia Stiles, Lili Reinhart, Keke Palmer e até Cardi B e Lizzo que estão ótimas. A sintonia entre as garotas convence deixando o filme ainda mais real. Falando da história e roteiro (o filme saiu de um artigo, uma história que realmente aconteceu) começa excelente, com ritmo, empolgado e com o decorrer da trama vai perdendo força, chegando em alguns momentos a ficar entediante, sendo talvez o grande problema dele.
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#asgolpistas #jenniferlopez #cinema #cinefilos #filme #criticadecinema #critibra
  • As golpistas

    Se tem três destaques para esse filme são: Jennifer Lopez, trilha sonora e elenco. Não dá pra começar esse texto sem falar da atuação e entrega de JLo no papel de Ramona, como está bem, que atuação convincente, quanta verdade consegui sentir em tela, fora as cenas no pole dance que são de deixar qualquer um (eu disse qualquer um) hipnotizado, quanto domínio do próprio corpo, quanta beleza... Outro ponto super positivo do filme é a trilha sonora, cheia de hits pop que compõe muito bem as cenas em que aparecem. Destaque também é para o elenco, muita gente boa: Constance Wu, Julia Stiles, Lili Reinhart, Keke Palmer e até Cardi B e Lizzo que estão ótimas. A sintonia entre as garotas convence deixando o filme ainda mais real. Falando da história e roteiro (o filme saiu de um artigo, uma história que realmente aconteceu) começa excelente, com ritmo, empolgado e com o decorrer da trama vai perdendo força, chegando em alguns momentos a ficar entediante, sendo talvez o grande problema dele.
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    #asgolpistas #jenniferlopez #cinema #cinefilos #filme #criticadecinema #critibra

  •  32  10  10 December, 2019
  • 🎥 ENGANAÇÃO (DO ROMANCE)

em seu 49º filme, o icônico Woody Allen segue a sua fórmula de cinema nessa destemperada crônica sobre romance, sucesso, juventude, descaminhos e muita nostalgia.

seu cinema, cada vez mais “pastel”, me traz a imagem de dois senhores jogando Dama com tampinhas plásticas numa praça atemporal.

a falha capital do filme está na falta de intimidade e desconexão do diretor com o tema central da história: a juventude. isso faz com que o principal ingrediente da sua obra, a construção neurótica dos personagens, se transforme algo ralo e sem sabor.

a parte maravilhosa do filme fica por conta do casal de protagonistas interpretado pela sempre encantadora Elle Fanning e pelo sempre confuso Timothée Chalamet. vale ressaltar também a excelente fotografia que retrata muito bem o “clima” dos personagens: ela quente/ensolarada
e ele frio/nebuloso.

final da sessão e a sensação/gosto que fica é de refresco de caju numa pastelaria chinesa.

PS: só para deixar claro, eu adoro o Woody Allen. mas é isso o que acontece quando com um grade diretor se recusa a ser avô.

para aqueles que só o conhecem como o cineasta dos hippsters anos 2000 (salvo os excelentes “Match Point”, “Meia-noite em Paris” e “Vicky Cristina Barcelona) fica aqui meus filmes favoritos desse jovem judeu:
.
- ZELIG
- BANANAS
- MANHATTAN
- INTERIORES
- A ERA DO RÁDIO
- CRIMES E PECADOS
- HANNAH E SUAS IRMÃS
- NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA
- UM ASSALTANTE BEM TRAPALHÃO
- A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

#criticadecine #criticadefilmes #criticadecinema #woodyallen #revistacult #ellefaning #timotheechalamet #cinema #ny
  • 🎥 ENGANAÇÃO (DO ROMANCE)

    em seu 49º filme, o icônico Woody Allen segue a sua fórmula de cinema nessa destemperada crônica sobre romance, sucesso, juventude, descaminhos e muita nostalgia.

    seu cinema, cada vez mais “pastel”, me traz a imagem de dois senhores jogando Dama com tampinhas plásticas numa praça atemporal.

    a falha capital do filme está na falta de intimidade e desconexão do diretor com o tema central da história: a juventude. isso faz com que o principal ingrediente da sua obra, a construção neurótica dos personagens, se transforme algo ralo e sem sabor.

    a parte maravilhosa do filme fica por conta do casal de protagonistas interpretado pela sempre encantadora Elle Fanning e pelo sempre confuso Timothée Chalamet. vale ressaltar também a excelente fotografia que retrata muito bem o “clima” dos personagens: ela quente/ensolarada
    e ele frio/nebuloso.

    final da sessão e a sensação/gosto que fica é de refresco de caju numa pastelaria chinesa.

    PS: só para deixar claro, eu adoro o Woody Allen. mas é isso o que acontece quando com um grade diretor se recusa a ser avô.

    para aqueles que só o conhecem como o cineasta dos hippsters anos 2000 (salvo os excelentes “Match Point”, “Meia-noite em Paris” e “Vicky Cristina Barcelona) fica aqui meus filmes favoritos desse jovem judeu:
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    - ZELIG
    - BANANAS
    - MANHATTAN
    - INTERIORES
    - A ERA DO RÁDIO
    - CRIMES E PECADOS
    - HANNAH E SUAS IRMÃS
    - NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA
    - UM ASSALTANTE BEM TRAPALHÃO
    - A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

    #criticadecine #criticadefilmes #criticadecinema #woodyallen #revistacult #ellefaning #timotheechalamet #cinema #ny

  •  41  15  10 December, 2019
  • Woody Allen está no meu top 3 de diretores favoritos. Vem ficar por dentro um pouco mais sobre o novo filme do mestre. Você sabia que “Um dia de chuva em NY” não foi exibido nos EUA? Por conta da caça às bruxas em relação aos escândalos de assédio no mundo do cinema, a Amazon cancelou seu contrato com o diretor mesmo com alguns trabalhos prontos. As partes estão travando uma briga na justiça. 😬😬 #woodyallen #cinema #criticadecinema #umdiadechuvaemnovayork
  • Woody Allen está no meu top 3 de diretores favoritos. Vem ficar por dentro um pouco mais sobre o novo filme do mestre. Você sabia que “Um dia de chuva em NY” não foi exibido nos EUA? Por conta da caça às bruxas em relação aos escândalos de assédio no mundo do cinema, a Amazon cancelou seu contrato com o diretor mesmo com alguns trabalhos prontos. As partes estão travando uma briga na justiça. 😬😬 #woodyallen #cinema #criticadecinema #umdiadechuvaemnovayork

  •  10  3  10 December, 2019
  • História de um Casamento (2019)
⭐Nota: 9/10

Nicole (Scarlett Johansson) e seu marido Charlie (Adam Driver) estão passando por muitos problemas e decidem se divorciar. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar do divórcio, mas Nicole muda de ideia após receber a indicação de Nora Fanshaw (Laura Dern), especialista no assunto. Surpreso com a decisão da agora ex-esposa, Charlie precisa encontrar um advogado para tratar da custódia do filho deles, o pequeno Henry (Azhy Robertson). (Link na bio)
  • História de um Casamento (2019)
    ⭐Nota: 9/10

    Nicole (Scarlett Johansson) e seu marido Charlie (Adam Driver) estão passando por muitos problemas e decidem se divorciar. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar do divórcio, mas Nicole muda de ideia após receber a indicação de Nora Fanshaw (Laura Dern), especialista no assunto. Surpreso com a decisão da agora ex-esposa, Charlie precisa encontrar um advogado para tratar da custódia do filho deles, o pequeno Henry (Azhy Robertson). (Link na bio)

  •  181  3  10 December, 2019
  • Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar
País: Brasil
Gênero: Documentário 
Ano: 2019
Direção: Marcelo Gomes .

Sinopse:

Uma pequena cidade em Pernambuco é considerada a capital do jeans no país. É também um microcosmo que descreve o capitalismo moderno e suas transgressões.

Comentário:

Toritama é uma cidadezinha no interior de Pernambuco, que, hoje, é considerada a capital do jeans no Brasil. Título que os moradores da cidade ostentam com orgulho por serem responsáveis por 20% de toda a produção de jeans do país.

Mas nem sempre foi assim. O documentário parte das memórias da infância do diretor Marcelo Gomes, que, quando passava por lá, lembrava de uma cidade pacata, longe do barulho das máquinas de costura. O trabalho dele é brilhante, pois captura a essência de Toritama e a transporta para a realidade de milhões de brasileiros, que, de alguma maneira, já internalizaram a necessidade de trabalhar mais de 10 horas por dia, às vezes sem direitos trabalhistas.

Aqui não vai própria ou unicamente uma crítica ao sistema capitalista, porque, mais do que a nova dinâmica das relações de trabalho, o documentário impõe uma reflexão sobre como usamos o nosso tempo.

Causa estranheza a maneira inusitada como os moradores de Toritama vendem todos os seus bens para ter cinco dias de lazer durante o carnaval, mas o grande mérito do cineasta é colocar um espelho na tela. Por mais que pareça insano, o que eles fazem não é diferente de você que trabalha alucinadamente durante o ano e se endivida no cartão de crédito para aproveitar 15 dias de férias.

Uma das graças da vida é que há várias maneiras de ver os mesmos eventos, sendo possível, por exemplo, tirar o som das máquinas ou colocar uma música mais agradável. Está no lucro quem consegue enxergar mais de um lado na história.

Nota: 🌟🌟🌟🌟🌟5/5 .

Onde assistir: @netflixbrasil .

#historiadecinema #historiadecinema5estrelas #criticadecinema #dicadecinema #dicadefilme
#cinema #netflix #historiadecinemanetflix #estoumeguardandoparaquandoocarnavalchegar #estoumeguardandoparaquandoocarnavalchegarhc #toritama #capitaldojeans #documentario #waitingforthecarnival
  • Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar
    País: Brasil
    Gênero: Documentário
    Ano: 2019
    Direção: Marcelo Gomes .

    Sinopse:

    Uma pequena cidade em Pernambuco é considerada a capital do jeans no país. É também um microcosmo que descreve o capitalismo moderno e suas transgressões.

    Comentário:

    Toritama é uma cidadezinha no interior de Pernambuco, que, hoje, é considerada a capital do jeans no Brasil. Título que os moradores da cidade ostentam com orgulho por serem responsáveis por 20% de toda a produção de jeans do país.

    Mas nem sempre foi assim. O documentário parte das memórias da infância do diretor Marcelo Gomes, que, quando passava por lá, lembrava de uma cidade pacata, longe do barulho das máquinas de costura. O trabalho dele é brilhante, pois captura a essência de Toritama e a transporta para a realidade de milhões de brasileiros, que, de alguma maneira, já internalizaram a necessidade de trabalhar mais de 10 horas por dia, às vezes sem direitos trabalhistas.

    Aqui não vai própria ou unicamente uma crítica ao sistema capitalista, porque, mais do que a nova dinâmica das relações de trabalho, o documentário impõe uma reflexão sobre como usamos o nosso tempo.

    Causa estranheza a maneira inusitada como os moradores de Toritama vendem todos os seus bens para ter cinco dias de lazer durante o carnaval, mas o grande mérito do cineasta é colocar um espelho na tela. Por mais que pareça insano, o que eles fazem não é diferente de você que trabalha alucinadamente durante o ano e se endivida no cartão de crédito para aproveitar 15 dias de férias.

    Uma das graças da vida é que há várias maneiras de ver os mesmos eventos, sendo possível, por exemplo, tirar o som das máquinas ou colocar uma música mais agradável. Está no lucro quem consegue enxergar mais de um lado na história.

    Nota: 🌟🌟🌟🌟🌟5/5 .

    Onde assistir: @netflixbrasil .

    #historiadecinema #historiadecinema5estrelas #criticadecinema #dicadecinema #dicadefilme
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  •  63  2  10 December, 2019
  • FESTIVAL DO RIO 2019! .
.
O francês 'Synonymes', que chega no circuito essa semana ao Brasil, foi o grande vencedor num dos festivais mais prestigiados do mundo: o Berlinale. Com pouco a mostrar  mas muito a dizer, o diretor israelense Nadav Lapid apresenta uma incômoda narrativa de cunho altamente político.  Aliás, parece ter sido uma comoção mundial - o cinema esse ano, em diversos países e em grandes eventos, tendeu a laurear obras na mesma linha - 'Parasita' , do sul-coreano Bong Joon-ho, levou o prêmio maior em Cannes. .
.
Mais um destaque do Festival do Rio. Confira no site! 👉🏼Link no stories! #FestivaldoRio
https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-sinonimos-2019.html
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#sinonimos #tommercier #cinemafrances #festivaldorio2020 #synonyms #cannes #tagsforlikes #criticadecinema #pitacodopapo
  • FESTIVAL DO RIO 2019! .
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    O francês 'Synonymes', que chega no circuito essa semana ao Brasil, foi o grande vencedor num dos festivais mais prestigiados do mundo: o Berlinale. Com pouco a mostrar mas muito a dizer, o diretor israelense Nadav Lapid apresenta uma incômoda narrativa de cunho altamente político. Aliás, parece ter sido uma comoção mundial - o cinema esse ano, em diversos países e em grandes eventos, tendeu a laurear obras na mesma linha - 'Parasita' , do sul-coreano Bong Joon-ho, levou o prêmio maior em Cannes. .
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  •  32  1  9 December, 2019
  • O rótulo de cidade do rock de Brasília não tem aderência com o momento vivido pela banda de Karen e seus amigos. A proposta alternativa que conta com trompete e um ar post-punk não é popular, a excitação da banda vem da singela contagem das duas dezenas de pessoas que confirmaram presença no show pelo Facebook. Logo, a excitação não escapa do choque de realidade da presença efetiva de apenas 5 pessoas. Esse é o cenário: amor pelo rock e a impossibilidade de viver da música.

A generalização "Sexo, Drogas e Rock and Roll" aplica-se perfeitamente ao contexto estabelecido pelo diretor Gustavo Galvão. Uma boa parcela do longa investe na caracterização desse ambiente. Para os amantes do punk, inclusive, será impossível não se divertir com a participação especial do Clemente da clássica banda paulista Inocentes. Com poucos toques de diferenciação, o principal elemento capaz de gerar algum tipo de empolgação são as sequências musicais, de resto é tudo muito comum.

A trama se descola do retrato trivial ao propor inicialmente o contraponto entre o amor musical compartilhado entre os integrantes e suas diferenças sócio-econômicas. Há quem tenha desapego do emprego em favor da música, há quem seja mais conservador e agarre com mais vigor oportunidades como cargos públicos ou funções melhor remuneradas na iniciativa privada. Além das divergências de propósito, pois para a protagonista Karen a carreira musical é o caminho claro, a trilha do rock alternativo também embala um triângulo amoroso. 
Mesmo sendo capaz de enunciar essas duas construções, contexto sócio-econômico e experimentação amorosa, Galvão não consegue materializar a diferenciação com episódios impactantes. Os dramas e reveses discorrem sem oferecer grandes novidades: a diferença de visão entre os membros não é mobilizadora, a vida amorosa de Karen não é representada de forma interessante.

Se o tema agradar, deixo como sugestão o filme Russo "Verão".
  • O rótulo de cidade do rock de Brasília não tem aderência com o momento vivido pela banda de Karen e seus amigos. A proposta alternativa que conta com trompete e um ar post-punk não é popular, a excitação da banda vem da singela contagem das duas dezenas de pessoas que confirmaram presença no show pelo Facebook. Logo, a excitação não escapa do choque de realidade da presença efetiva de apenas 5 pessoas. Esse é o cenário: amor pelo rock e a impossibilidade de viver da música.

    A generalização "Sexo, Drogas e Rock and Roll" aplica-se perfeitamente ao contexto estabelecido pelo diretor Gustavo Galvão. Uma boa parcela do longa investe na caracterização desse ambiente. Para os amantes do punk, inclusive, será impossível não se divertir com a participação especial do Clemente da clássica banda paulista Inocentes. Com poucos toques de diferenciação, o principal elemento capaz de gerar algum tipo de empolgação são as sequências musicais, de resto é tudo muito comum.

    A trama se descola do retrato trivial ao propor inicialmente o contraponto entre o amor musical compartilhado entre os integrantes e suas diferenças sócio-econômicas. Há quem tenha desapego do emprego em favor da música, há quem seja mais conservador e agarre com mais vigor oportunidades como cargos públicos ou funções melhor remuneradas na iniciativa privada. Além das divergências de propósito, pois para a protagonista Karen a carreira musical é o caminho claro, a trilha do rock alternativo também embala um triângulo amoroso.
    Mesmo sendo capaz de enunciar essas duas construções, contexto sócio-econômico e experimentação amorosa, Galvão não consegue materializar a diferenciação com episódios impactantes. Os dramas e reveses discorrem sem oferecer grandes novidades: a diferença de visão entre os membros não é mobilizadora, a vida amorosa de Karen não é representada de forma interessante.

    Se o tema agradar, deixo como sugestão o filme Russo "Verão".

  •  31  1  9 December, 2019
  • A felicidade de quem vai ser indicada ao Oscar por Melhor Atriz❤
  • A felicidade de quem vai ser indicada ao Oscar por Melhor Atriz❤

  •  447  19  9 December, 2019
  • Filmes sobre papas sempre despertam a curiosidade do público cinéfilo, provavelmente devido aos mistérios e transcendência atinentes ao cargo de Sumo Pontífice, sua potencial intangibilidade e o alcance político de suas decisões no mundo. Caso contrário, obras como "As Sandálias do Pescador" (1966), com Anthony Quinn, e "Habemus Papam" (2011), de Nanni Moretti, sendo drama ou comédia, não teriam feito tanto sucesso. Após um hiato de cinco anos, o consagrado Fernando Meirelles retoma a batuta de cineasta com louvor máximo ao conduzir com elegância, ironia refinada e profunda pesquisa histórica seu mais novo longa, "Dois Papas" (@thetwopopes Reino Unido, ITA, ARG e EUA, 2019), roteirizado por Anthony McCarten (Roteirista do Ano no Hollywood Film Awards 2019), que elaborou um enredo lapidar, cujo memorável jogo dinâmico de diálogos se impõe como um dos elementos fundamentais da produção da @netflix. Baseado em fatos reais, "Dois Papas" esmiúça o período entre 2005, com a morte de João Paulo II e a controvertida eleição do alemão Joseph Ratzinger, Bento XVI, e 2013, com sua inesperada renúncia, motivada pela prisão de seu secretário especial, omissão de abusos sexuais e escândalos financeiros, e a eleição do argentino Jorge Bergoglio, o Papa Francisco. Neste lapso de tempo, Fernando explora magistralmente o encontro desses dois homens emblemáticos para a história recente do Catolicismo, marcados por ideias, posições e personalidades tão diversas. O que se vê entre a figura conservadora e elitista de Bento XVI e a simbolização da simplicidade de Bergoglio é a materialização de um embate interpessoal sem tréguas em que são discutidos com inteligência temas como a fé, Deus e os dogmas católicos, sem que o tom leve e bem-humorado seja preterido. Sir Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, como Bento e Francisco, respectivamente, estão magníficos, atingindo o ponto da perfeição interpretativa. Titãs absolutos em cena. Como Francisco jovem, @juanminujin
se destaca. A fotografia de @cesarcha
é exuberante. "Dois Papas", com possíveis indicações ao Oscar em inúmeras categorias, inclusive as principais, é um filme fenomenal, obrigatório e imparcial, destinado à vasta reflexão. 🎬
  • Filmes sobre papas sempre despertam a curiosidade do público cinéfilo, provavelmente devido aos mistérios e transcendência atinentes ao cargo de Sumo Pontífice, sua potencial intangibilidade e o alcance político de suas decisões no mundo. Caso contrário, obras como "As Sandálias do Pescador" (1966), com Anthony Quinn, e "Habemus Papam" (2011), de Nanni Moretti, sendo drama ou comédia, não teriam feito tanto sucesso. Após um hiato de cinco anos, o consagrado Fernando Meirelles retoma a batuta de cineasta com louvor máximo ao conduzir com elegância, ironia refinada e profunda pesquisa histórica seu mais novo longa, "Dois Papas" (@thetwopopes Reino Unido, ITA, ARG e EUA, 2019), roteirizado por Anthony McCarten (Roteirista do Ano no Hollywood Film Awards 2019), que elaborou um enredo lapidar, cujo memorável jogo dinâmico de diálogos se impõe como um dos elementos fundamentais da produção da @netflix. Baseado em fatos reais, "Dois Papas" esmiúça o período entre 2005, com a morte de João Paulo II e a controvertida eleição do alemão Joseph Ratzinger, Bento XVI, e 2013, com sua inesperada renúncia, motivada pela prisão de seu secretário especial, omissão de abusos sexuais e escândalos financeiros, e a eleição do argentino Jorge Bergoglio, o Papa Francisco. Neste lapso de tempo, Fernando explora magistralmente o encontro desses dois homens emblemáticos para a história recente do Catolicismo, marcados por ideias, posições e personalidades tão diversas. O que se vê entre a figura conservadora e elitista de Bento XVI e a simbolização da simplicidade de Bergoglio é a materialização de um embate interpessoal sem tréguas em que são discutidos com inteligência temas como a fé, Deus e os dogmas católicos, sem que o tom leve e bem-humorado seja preterido. Sir Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, como Bento e Francisco, respectivamente, estão magníficos, atingindo o ponto da perfeição interpretativa. Titãs absolutos em cena. Como Francisco jovem, @juanminujin
    se destaca. A fotografia de @cesarcha
    é exuberante. "Dois Papas", com possíveis indicações ao Oscar em inúmeras categorias, inclusive as principais, é um filme fenomenal, obrigatório e imparcial, destinado à vasta reflexão. 🎬

  •  44  6  9 December, 2019
  • PiTacO do PapO! (Nos Cinemas)
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O cinema francês tem de fato grande apetite por esta fórmula: reunir familiares ou amigos numa casa e fazer aflorar desse encontro dores e delícias. As últimas experiências, pelo menos as que passaram por aqui, não foram marcantes. Nas mãos de Cédric Kahn, entretanto, a receita apresenta notável valor mesmo não sendo genial. Na sua proposta, a casa da matriarca recebe filhos e netos para a celebração do seu aniversário. (...)
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Confira a crítica completa de Rafael Yonamine no site! ;) 👉🏼Link no stories!

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  • PiTacO do PapO! (Nos Cinemas)
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    O cinema francês tem de fato grande apetite por esta fórmula: reunir familiares ou amigos numa casa e fazer aflorar desse encontro dores e delícias. As últimas experiências, pelo menos as que passaram por aqui, não foram marcantes. Nas mãos de Cédric Kahn, entretanto, a receita apresenta notável valor mesmo não sendo genial. Na sua proposta, a casa da matriarca recebe filhos e netos para a celebração do seu aniversário. (...)
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    Confira a crítica completa de Rafael Yonamine no site! ;) 👉🏼Link no stories!

    https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-feliz-aniversario-2019.html
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    #fetedefamille #cedrickahn #criticadecinema #tagsforlikes #noscinemas #cinemafrances #cult #cinefilia #felizaniversariofilme #felizaniversario #catherinedeneuve #pitacodopapo

  •  40  0  9 December, 2019
  • O cinema francês tem de fato grande apetite por esta fórmula: reunir familiares ou amigos numa casa e fazer aflorar desse encontro dores e delícias. As últimas experiências, pelo menos as que passaram por aqui, não foram marcantes. Nas mãos de Cédric Kahn, entretanto, a receita apresenta notável valor mesmo não sendo genial. Na sua proposta, a casa da matriarca recebe filhos e netos para a celebração do seu aniversário. Não bastando as particularidades dos entes já presentes, o momento familiar incorpora a presença de Claire, uma das filhas da aniversariante e com a vida ainda mais desequilibrada do que a de todos os presentes.

Os problemas usuais dessa fórmula é recair na construção pobre de personagens ou oferecer dramas mal trabalhados. A inabilidade do manuseio apropriado da pluralidade de recursos como as diversas entidades e dramas paralelos é o problema fundamental. Porém, Kahn consegue dar um passo além da média e promove desenvolvimentos satisfatórios. "Feliz Aniversário" consegue pendular entre os extremos da nossa índole, na moeda familiar rodada pelo diretor há a face inquestionável do drama assim como o lado da ternura. A inserção da caçula problemática é poderosa.

Na função mais óbvia de minar o status quo, Emmanuelle Bercot na pele de Claire é extremamente competente. Bercot interpreta alguém cuja condição psiquiátrica contribui para a protagonização de atitudes condenáveis como o abandono da filha e a postura racista explícita. Agregue a isso uma entrega imersa em histeria compondo uma personagem persuasiva. Do outro lado, os extremos dramáticos convivem com sinais de amor que insistem em se manifestar num ambiente hostil. Para esse fim, destaco o bom trabalho dos atores infantis. Os netos, na condição de vítimas da miséria da vida adulta, trazem sinais positividade. Assim também o faz a avó e aniversariante Andréa, a tolerância da personagem não hesita em oferecer o tom conciliatório.

Basicamente, observa-se o desequilíbrio da meia-idade sendo cercada pelo inocente amor infantil e a compreensão generosa dos mais velhos.
  • O cinema francês tem de fato grande apetite por esta fórmula: reunir familiares ou amigos numa casa e fazer aflorar desse encontro dores e delícias. As últimas experiências, pelo menos as que passaram por aqui, não foram marcantes. Nas mãos de Cédric Kahn, entretanto, a receita apresenta notável valor mesmo não sendo genial. Na sua proposta, a casa da matriarca recebe filhos e netos para a celebração do seu aniversário. Não bastando as particularidades dos entes já presentes, o momento familiar incorpora a presença de Claire, uma das filhas da aniversariante e com a vida ainda mais desequilibrada do que a de todos os presentes.

    Os problemas usuais dessa fórmula é recair na construção pobre de personagens ou oferecer dramas mal trabalhados. A inabilidade do manuseio apropriado da pluralidade de recursos como as diversas entidades e dramas paralelos é o problema fundamental. Porém, Kahn consegue dar um passo além da média e promove desenvolvimentos satisfatórios. "Feliz Aniversário" consegue pendular entre os extremos da nossa índole, na moeda familiar rodada pelo diretor há a face inquestionável do drama assim como o lado da ternura. A inserção da caçula problemática é poderosa.

    Na função mais óbvia de minar o status quo, Emmanuelle Bercot na pele de Claire é extremamente competente. Bercot interpreta alguém cuja condição psiquiátrica contribui para a protagonização de atitudes condenáveis como o abandono da filha e a postura racista explícita. Agregue a isso uma entrega imersa em histeria compondo uma personagem persuasiva. Do outro lado, os extremos dramáticos convivem com sinais de amor que insistem em se manifestar num ambiente hostil. Para esse fim, destaco o bom trabalho dos atores infantis. Os netos, na condição de vítimas da miséria da vida adulta, trazem sinais positividade. Assim também o faz a avó e aniversariante Andréa, a tolerância da personagem não hesita em oferecer o tom conciliatório.

    Basicamente, observa-se o desequilíbrio da meia-idade sendo cercada pelo inocente amor infantil e a compreensão generosa dos mais velhos.

  •  56  2  8 December, 2019
  • Ficha técnica completa

Título: Doctor Sleep (Original)
Ano produção: 2019
Dirigido por: Mike Flanagan
Estreiou 7 de Novembro de 2019 ( Brasil )
Duração152 minutos
Classificação 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Mistério Suspense Terror
Países de Origem: Estados Unidos da América

MINHA avaliação: 3,5/5 (sem spoiler)

Filme é ótimo como intreterimento e aquela nostalgia do filme dirigido por Kubrik.  Nessa nova onda de filmes de super-heróis, este me parece um dos filmes "dark" da DC Comic's, definitivamente não tem o terror psicológico de seu antecessor "O Iluminando". Além do último arco ter se resolvido te forma estranha, apenas com intuído de agradar aos services nostálgicos da forma autoral de como Kubrik fazia seus filmes.

Nem tudo está perdido, a premissa dos primeiros arcos é interessante, o jogo de gato e rato, o entendimento sobre "imortalidade" e a iluminação nos faz pensar e racionar sobre esses temas. 
Dica: aos assistir um filme de terror, crie um clima para sua imersão ser melhor. 
#DrSono
#doctorsleep 
#criticadecinema 
#cinefilo
  • Ficha técnica completa

    Título: Doctor Sleep (Original)
    Ano produção: 2019
    Dirigido por: Mike Flanagan
    Estreiou 7 de Novembro de 2019 ( Brasil )
    Duração152 minutos
    Classificação 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
    Gênero: Mistério Suspense Terror
    Países de Origem: Estados Unidos da América

    MINHA avaliação: 3,5/5 (sem spoiler)

    Filme é ótimo como intreterimento e aquela nostalgia do filme dirigido por Kubrik. Nessa nova onda de filmes de super-heróis, este me parece um dos filmes "dark" da DC Comic's, definitivamente não tem o terror psicológico de seu antecessor "O Iluminando". Além do último arco ter se resolvido te forma estranha, apenas com intuído de agradar aos services nostálgicos da forma autoral de como Kubrik fazia seus filmes.

    Nem tudo está perdido, a premissa dos primeiros arcos é interessante, o jogo de gato e rato, o entendimento sobre "imortalidade" e a iluminação nos faz pensar e racionar sobre esses temas.
    Dica: aos assistir um filme de terror, crie um clima para sua imersão ser melhor.
    #DrSono
    #doctorsleep
    #criticadecinema
    #cinefilo

  •  7  0  8 December, 2019
  • Edward Norton, nas atribuições de diretor e personagem principal, remonta a Nova York da década de 50. A bem construída atmosfera Noir tem inspiração num livro homônimo. O contexto histórico é turbulento e bastante oportuno para o desenrolar de um drama policial: cidade grande em desenvolvimento, alto fluxo de investimentos, políticos gananciosos e corruptos, segregação racial. Junte esses elementos e deposite às margens de Nova York, é lá que as coisas acontecem.

Norton interpreta Lionel Essrog, funcionário de uma agência particular de detetives cujo proprietário é assassinado numa operação em que participou. As motivações do crime, obviamente, são obscuras, cabe ao personagem central desvendá-las. Portanto, fica demonstrada como a engrenagem principal se orienta. Oferece-se o episódio fatídico na introdução e lança o herói para a jornada de resolução.

Destaco em primeiro plano o trabalho inspirador de trilha sonora. A obra evolui num jazz de primeiríssima que se adequa de forma harmoniosa ao ciclo narrativo em que se insere. O ponto alto é quando o mesmo jazz sobe ao palco numa das cenas rodadas no principal bar da trama: a performance ao vivo da banda é incrível. Não menos inspiradores são os planos da Brooklyn Bridge, a fotografia captura um dos cartões postais da cidade por diversos olhares, mas todos com a mesma qualidade poética.

O protagonista padece de uma síndrome que o relega a falta do domínio próprio. São comuns os gritos ou pronunciamento de frases em tom alto em contextos descabidos. Entretanto, a caracterização desse personagem cheio de "tiques" por parte de Norton passou longe do brilhantismo. Há um hiato demasiadamente pronunciado entre a sobriedade e a patologia. A inquietação, além de tudo, soa artificial. O que impossibilita a obra de aspirar maior notoriedade é o processo de desacobertamento das verdades. Apesar de contar com pontos altos, como a participação na militância da periferia, a materialização da obra original provavelmente não seguiu as melhores opções. Os momentos de epifania de Lionel estão mais próximos do arbitrário e fantasioso do que de um processo lógico consistente e com inserções reveladoras inteligentes.
  • Edward Norton, nas atribuições de diretor e personagem principal, remonta a Nova York da década de 50. A bem construída atmosfera Noir tem inspiração num livro homônimo. O contexto histórico é turbulento e bastante oportuno para o desenrolar de um drama policial: cidade grande em desenvolvimento, alto fluxo de investimentos, políticos gananciosos e corruptos, segregação racial. Junte esses elementos e deposite às margens de Nova York, é lá que as coisas acontecem.

    Norton interpreta Lionel Essrog, funcionário de uma agência particular de detetives cujo proprietário é assassinado numa operação em que participou. As motivações do crime, obviamente, são obscuras, cabe ao personagem central desvendá-las. Portanto, fica demonstrada como a engrenagem principal se orienta. Oferece-se o episódio fatídico na introdução e lança o herói para a jornada de resolução.

    Destaco em primeiro plano o trabalho inspirador de trilha sonora. A obra evolui num jazz de primeiríssima que se adequa de forma harmoniosa ao ciclo narrativo em que se insere. O ponto alto é quando o mesmo jazz sobe ao palco numa das cenas rodadas no principal bar da trama: a performance ao vivo da banda é incrível. Não menos inspiradores são os planos da Brooklyn Bridge, a fotografia captura um dos cartões postais da cidade por diversos olhares, mas todos com a mesma qualidade poética.

    O protagonista padece de uma síndrome que o relega a falta do domínio próprio. São comuns os gritos ou pronunciamento de frases em tom alto em contextos descabidos. Entretanto, a caracterização desse personagem cheio de "tiques" por parte de Norton passou longe do brilhantismo. Há um hiato demasiadamente pronunciado entre a sobriedade e a patologia. A inquietação, além de tudo, soa artificial. O que impossibilita a obra de aspirar maior notoriedade é o processo de desacobertamento das verdades. Apesar de contar com pontos altos, como a participação na militância da periferia, a materialização da obra original provavelmente não seguiu as melhores opções. Os momentos de epifania de Lionel estão mais próximos do arbitrário e fantasioso do que de um processo lógico consistente e com inserções reveladoras inteligentes.

  •  70  1  7 December, 2019
  • Maratonando todos os lançamentos natalinos da Netflix.😅
  • Maratonando todos os lançamentos natalinos da Netflix.😅

  •  411  8  7 December, 2019
  • CRÍTICA IRRESPONSÁVEL | mais um serviço GRATUITO pra vc
Nossos profissionais assistem o filme soh pra contar ele pra vc e o melhor já vem com a crítica embutida 
Vc economiza tempo e dinheiro e ganha assunto GRÁTIS #parasitemovie #parasitafilme #criticadecinema #kpop
  • CRÍTICA IRRESPONSÁVEL | mais um serviço GRATUITO pra vc
    Nossos profissionais assistem o filme soh pra contar ele pra vc e o melhor já vem com a crítica embutida
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  •  31  19  7 December, 2019
  • Os problemas pessoais de Augusto são regados a álcool. O vício compromete seu papel de marido, pai e corresponsável pela subsistência familiar, pois não tem condições de conviver de forma harmoniosa ou exercer atividades profissionais. A alternativa é recolher a família na fazenda do já falecido avô, local onde supostamente a calmaria poderia ser um elemento reconciliador.

Por trás do predominante verde pacífico está um passado mal resolvido. A fazenda, agora habitada pela família de Augusto, foi o cenário da brutalidade do Brasil escravocrata. Os antepassados de Augusto se envolveram no assassinato de um escravo e sua filha que, mesmo após gerações, ainda buscam satisfazer o que consideram justo. A tentativa primária do diretor Andrucha Waddington é estabelecer um suspense. Para isso, vale-se de alavancas como a suscetibilidade humana a vícios, fragilidade familiar, paranormalidade materializada em contato espiritual e a ganância por bens materiais. Sem exageros, pode-se dizer que não há êxito notável em nenhum desses insumos.

O suspense, principal objetivo, é absolutamente incapaz de estabelecer tensão. O encadeamentos dos fatos não segue uma crescente envolvente e angustiante, mas se apresenta muitas vezes por meio de episódio resolutos. Pior que isso é a escolha dos episódios em sim. Além de não convergirem coletivamente para a construção do sentimento de aflição, são desinteressantes. E, mesmo quando a escolha têm o potencial de gerar inquietação na audiência, a operação cinematográfica subsequente não colabora. Deixo como exemplo a triste participação de Fernanda Montenegro como interventora do plano espiritual: inserção burocrática, infértil sob a perspectiva de fortalecer o suspense e nula em caracterizar o espiritualismo.

Tentativa válida, mas muito mal executada. Se quer um bom suspense, sugiro procurar por outro título.
  • Os problemas pessoais de Augusto são regados a álcool. O vício compromete seu papel de marido, pai e corresponsável pela subsistência familiar, pois não tem condições de conviver de forma harmoniosa ou exercer atividades profissionais. A alternativa é recolher a família na fazenda do já falecido avô, local onde supostamente a calmaria poderia ser um elemento reconciliador.

    Por trás do predominante verde pacífico está um passado mal resolvido. A fazenda, agora habitada pela família de Augusto, foi o cenário da brutalidade do Brasil escravocrata. Os antepassados de Augusto se envolveram no assassinato de um escravo e sua filha que, mesmo após gerações, ainda buscam satisfazer o que consideram justo. A tentativa primária do diretor Andrucha Waddington é estabelecer um suspense. Para isso, vale-se de alavancas como a suscetibilidade humana a vícios, fragilidade familiar, paranormalidade materializada em contato espiritual e a ganância por bens materiais. Sem exageros, pode-se dizer que não há êxito notável em nenhum desses insumos.

    O suspense, principal objetivo, é absolutamente incapaz de estabelecer tensão. O encadeamentos dos fatos não segue uma crescente envolvente e angustiante, mas se apresenta muitas vezes por meio de episódio resolutos. Pior que isso é a escolha dos episódios em sim. Além de não convergirem coletivamente para a construção do sentimento de aflição, são desinteressantes. E, mesmo quando a escolha têm o potencial de gerar inquietação na audiência, a operação cinematográfica subsequente não colabora. Deixo como exemplo a triste participação de Fernanda Montenegro como interventora do plano espiritual: inserção burocrática, infértil sob a perspectiva de fortalecer o suspense e nula em caracterizar o espiritualismo.

    Tentativa válida, mas muito mal executada. Se quer um bom suspense, sugiro procurar por outro título.

  •  58  3  6 December, 2019
  • PiTacO do PapO! (Nos Cinemas)
.
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O luto de Inga é crível,  mas sua resistência e consequentes represálias da cúpula da Cooperativa e simpatizantes seguem uma lógica pouco imaginativa. É de se esperar que a personagem manifeste insatisfação e busque alianças. E, como em qualquer roteiro, também esperamos que o maniqueísmo presente na entidade corrupta ofereça contratempos a heroína. É exatamente isso que acontece. A escolha dos episódios não é inspiradora e segue o esquema de deixar excessivamente claro o papel de cada personagem no todo. (...)
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Confira no site a crítica de Rafael Yonamine! ;) 👉🏼Link no stories!

https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-resistencia-de-inga-2019.html
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#tagsforlikes #criticadecinema #cinefilia #aresistenciadeinga #noscinemas #critica #cult #pitacodopapo
  • PiTacO do PapO! (Nos Cinemas)
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    O luto de Inga é crível, mas sua resistência e consequentes represálias da cúpula da Cooperativa e simpatizantes seguem uma lógica pouco imaginativa. É de se esperar que a personagem manifeste insatisfação e busque alianças. E, como em qualquer roteiro, também esperamos que o maniqueísmo presente na entidade corrupta ofereça contratempos a heroína. É exatamente isso que acontece. A escolha dos episódios não é inspiradora e segue o esquema de deixar excessivamente claro o papel de cada personagem no todo. (...)
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    Confira no site a crítica de Rafael Yonamine! ;) 👉🏼Link no stories!

    https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-resistencia-de-inga-2019.html
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    #tagsforlikes #criticadecinema #cinefilia #aresistenciadeinga #noscinemas #critica #cult #pitacodopapo

  •  37  0  6 December, 2019
  • Velozes & Furiosos: Espiões do Asfalto, série de animação do universo Velozes & Furiosos. Estreia em 26 de dezembro, na Netflix.

Aventuras não faltam quando um grupo de adolescentes se infiltra em uma liga de corridas de elite controlada por uma organização que quer dominar o mundo.
  • Velozes & Furiosos: Espiões do Asfalto, série de animação do universo Velozes & Furiosos. Estreia em 26 de dezembro, na Netflix.

    Aventuras não faltam quando um grupo de adolescentes se infiltra em uma liga de corridas de elite controlada por uma organização que quer dominar o mundo.

  •  76  4  6 December, 2019
  • PiTacO do PapO! (Nos Cinemas)
.
.
As Golpistas' é uma história que equilibra a razão e a sensibilidade de suas protagonistas mostrando um laço de amizade que vai além de injustiças sociais e se concentra principalmente na vida das personagens de Lopez e Wu, que dominam o tempo de tela de maneira eficaz, as outras atrizes apenas se tornam coadjuvantes de luxo. A diretora Lorene Scafaria ('Procura-se um amigo para o Fim do Mundo') não tem pressa em desenvolver a história, mesmo que aconteça uma leve perda de interesse do expectador na parte final, até pela falta de uma grande surpresa. (...)
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A crítica completa de Sérgio Ghesti você confere no site! 👉🏼Link no stories!

https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-as-golpistas-2019.html
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#asgolpistas #hustlers #criticadecinema #noscinemas #tagsforlikes #jlo #jenniferlopez #constancewu #critica #instagramers #pitacodopapo
  • PiTacO do PapO! (Nos Cinemas)
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    As Golpistas' é uma história que equilibra a razão e a sensibilidade de suas protagonistas mostrando um laço de amizade que vai além de injustiças sociais e se concentra principalmente na vida das personagens de Lopez e Wu, que dominam o tempo de tela de maneira eficaz, as outras atrizes apenas se tornam coadjuvantes de luxo. A diretora Lorene Scafaria ('Procura-se um amigo para o Fim do Mundo') não tem pressa em desenvolver a história, mesmo que aconteça uma leve perda de interesse do expectador na parte final, até pela falta de uma grande surpresa. (...)
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    A crítica completa de Sérgio Ghesti você confere no site! 👉🏼Link no stories!

    https://www.papodecinemateca.com.br/2019/12/pitaco-do-papo-as-golpistas-2019.html
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  •  36  0  6 December, 2019
  • Boneco do mal ( 2016 )

Origem: EUA

O longa não usa a fórmula típica de um boneco assassino , vide o Chucky . No Boneco do mal um mistério se instala no seu segundo ato e poucos jumpscares surgem e os jogos da câmera foca o rosto do boneco que faz aumentar essa atmosfera , faltou uma trilha sonora marcante e que ditasse o ritmo para complementar a intensidade, a boa locação e arquitetura da casa tanto internamente e externamente contribuiu para a louvável fotografia do filme .

O nonsense quase torna -se característico , mas graça ao plow twist no desfecho e a história criativa o longa consegui se safar desse atributo , pois em alguns momentos o espectador duvidará da plausibilidade dos acontecimentos , o filme é monótono , entretanto desenvolve satisfatoriamente tão quanto as atuações dos atores .

Boneco do mal é diferente em comparação ao subgênero que ele pertence , vide a sua reviravolta no final , não é um filmaço , porém é um bom filme .

Sinopse: Greta (Lauren Cohan) é uma jovem americana que aceita um trabalho como babá em uma pequena vila inglesa. Porém, o garoto de 8 anos de quem ela tem que cuidar é na verdade um boneco de quem o casal cuida como se fosse um menino de verdade.

Notas:
Terror e Filme: 3 / 5
IMDb: 6 / 10
Filmow: 2,9 / 5

#filme #cinema #cine #instamovie #terror #filmedeterror #horrormovies #entretenimento #horror #bestoftheday #cool #cine #cinemalovers #imagemdodia #picture #horrorfan #horrorpage #cinefilos #monstro #sobrenatural #fantasma #scarymovie #instaterror #instahorror #texto #bonecodomal  #criticadefilme #criticadecinema #resenhadefilme
  • Boneco do mal ( 2016 )

    Origem: EUA

    O longa não usa a fórmula típica de um boneco assassino , vide o Chucky . No Boneco do mal um mistério se instala no seu segundo ato e poucos jumpscares surgem e os jogos da câmera foca o rosto do boneco que faz aumentar essa atmosfera , faltou uma trilha sonora marcante e que ditasse o ritmo para complementar a intensidade, a boa locação e arquitetura da casa tanto internamente e externamente contribuiu para a louvável fotografia do filme .

    O nonsense quase torna -se característico , mas graça ao plow twist no desfecho e a história criativa o longa consegui se safar desse atributo , pois em alguns momentos o espectador duvidará da plausibilidade dos acontecimentos , o filme é monótono , entretanto desenvolve satisfatoriamente tão quanto as atuações dos atores .

    Boneco do mal é diferente em comparação ao subgênero que ele pertence , vide a sua reviravolta no final , não é um filmaço , porém é um bom filme .

    Sinopse: Greta (Lauren Cohan) é uma jovem americana que aceita um trabalho como babá em uma pequena vila inglesa. Porém, o garoto de 8 anos de quem ela tem que cuidar é na verdade um boneco de quem o casal cuida como se fosse um menino de verdade.

    Notas:
    Terror e Filme: 3 / 5
    IMDb: 6 / 10
    Filmow: 2,9 / 5

    #filme #cinema #cine #instamovie #terror #filmedeterror #horrormovies #entretenimento #horror #bestoftheday #cool #cine #cinemalovers #imagemdodia #picture #horrorfan #horrorpage #cinefilos #monstro #sobrenatural #fantasma #scarymovie #instaterror #instahorror #texto #bonecodomal #criticadefilme #criticadecinema #resenhadefilme

  •  79  2  6 December, 2019
  • Mais um capítulo da nossa série de indicações de filmes nacionais dos anos 70 e 80. Dessa vez, o colunista Eduardo Cesar Soares apresentou a comédia "Vai trabalhar, Vagabundo", de 1973.
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SINOPSE: Um malandro carioca sai da prisão depois de longo tempo e, sem dinheiro, utiliza seu talento para trambiques para ganhar algum. Preocupado com o fim da malandragem carioca, ele planeja uma revanche entre os dois maiores jogadores de sinuca da época, Russo e Babalu. Mas Russo está internado em um hospício desde sua última derrota, e Babalu agora é um trabalhador controlado de perto pela esposa Vitória, o “prêmio” da disputa com Russo.
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#cinemanacional #cinemabrasileiro #cinemaanos80 #cinemaanos70 #criticadecinema #comédia
  • Mais um capítulo da nossa série de indicações de filmes nacionais dos anos 70 e 80. Dessa vez, o colunista Eduardo Cesar Soares apresentou a comédia "Vai trabalhar, Vagabundo", de 1973.
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    SINOPSE: Um malandro carioca sai da prisão depois de longo tempo e, sem dinheiro, utiliza seu talento para trambiques para ganhar algum. Preocupado com o fim da malandragem carioca, ele planeja uma revanche entre os dois maiores jogadores de sinuca da época, Russo e Babalu. Mas Russo está internado em um hospício desde sua última derrota, e Babalu agora é um trabalhador controlado de perto pela esposa Vitória, o “prêmio” da disputa com Russo.
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    #cinemanacional #cinemabrasileiro #cinemaanos80 #cinemaanos70 #criticadecinema #comédia

  •  10  0  6 December, 2019

Top #criticadecinema Posts

  • História de um Casamento
País: Estados Unidos
Gênero: Drama
Ano: 2019
Direção: Noah Baumbach
Elenco principal: Scarlett Johansson, Adam Driver, Laura Dern, Ray Liotta .

Sinopse:

O olhar incisivo e compassivo de Noah Baumbach sobre o fim de um casamento.

Comentário:

Noah Baumbach usa muito de suas experiências pessoais para elaborar os roteiros dos filmes que dirige. Noah viu seus pais se separarem na adolescência e com os elementos que tinha produziu “A Lula e a Baleia”. Agora, mais maduro, usou a experiência do seu divórcio com a atriz Jennifer Jason Leigh para construir História de um Casamento.

Não que se tratem de filmes autobiográficos. São, sim, obras de ficção, mas que foram escritas e filmadas com tanta delicadeza e nuances por alguém que viveu a situação.

Noah é inteligente, quando, logo no início, mostra as duas partes lendo cartas destacando as virtudes do outro e, logo depois, a ruptura, para, no decorrer do filme, fazer o espectador observar o que levou àquilo.

Uma cena em especial marca o filme e o talento de Noah e dos seus dois protagonistas, Adam Driver e Scarlett Johansson. Uma discussão acalorada entre os dois, em um cenário sem mobília e cores frias, em que ambos se mantém afastados, sendo que esse distanciamento é exposto propositalmente pelo diretor com planos mais abertos. Eles agridem-se verbalmente de forma pesada, até encerrarem a distância com um abraço. Porque ainda há carinho e eles têm que aprender a viver esse momento, passar por essa transição.

O filme ainda conta com atuações competentes de Laura Dern (cotadíssima para o Oscar de melhor atriz coadjuvante) e Ray Liotta, mas é certo que os dois fazem parte dos momentos de menos brilho do filme. Pois é quando Adam e Scarlett estão em cena, sozinhos, na intimidade, que o roteiro flui melhor. É difícil não se emocionar, mesmo para quem nunca viveu a experiência da separação.

Nota: 🌟🌟🌟🌟4/5 .

Onde assistir: @netflixbrasil .

#historiadecinema #historiadecinema4estrelas #criticadecinema #dicadecinema #dicadefilme
#cinema #netflix #historiadecinemanetflix #historiadeumcasamento #historiadeumcasamentohc #marriagestory #adamdriver #noahbaumbach #divorcio #separação
  • História de um Casamento
    País: Estados Unidos
    Gênero: Drama
    Ano: 2019
    Direção: Noah Baumbach
    Elenco principal: Scarlett Johansson, Adam Driver, Laura Dern, Ray Liotta .

    Sinopse:

    O olhar incisivo e compassivo de Noah Baumbach sobre o fim de um casamento.

    Comentário:

    Noah Baumbach usa muito de suas experiências pessoais para elaborar os roteiros dos filmes que dirige. Noah viu seus pais se separarem na adolescência e com os elementos que tinha produziu “A Lula e a Baleia”. Agora, mais maduro, usou a experiência do seu divórcio com a atriz Jennifer Jason Leigh para construir História de um Casamento.

    Não que se tratem de filmes autobiográficos. São, sim, obras de ficção, mas que foram escritas e filmadas com tanta delicadeza e nuances por alguém que viveu a situação.

    Noah é inteligente, quando, logo no início, mostra as duas partes lendo cartas destacando as virtudes do outro e, logo depois, a ruptura, para, no decorrer do filme, fazer o espectador observar o que levou àquilo.

    Uma cena em especial marca o filme e o talento de Noah e dos seus dois protagonistas, Adam Driver e Scarlett Johansson. Uma discussão acalorada entre os dois, em um cenário sem mobília e cores frias, em que ambos se mantém afastados, sendo que esse distanciamento é exposto propositalmente pelo diretor com planos mais abertos. Eles agridem-se verbalmente de forma pesada, até encerrarem a distância com um abraço. Porque ainda há carinho e eles têm que aprender a viver esse momento, passar por essa transição.

    O filme ainda conta com atuações competentes de Laura Dern (cotadíssima para o Oscar de melhor atriz coadjuvante) e Ray Liotta, mas é certo que os dois fazem parte dos momentos de menos brilho do filme. Pois é quando Adam e Scarlett estão em cena, sozinhos, na intimidade, que o roteiro flui melhor. É difícil não se emocionar, mesmo para quem nunca viveu a experiência da separação.

    Nota: 🌟🌟🌟🌟4/5 .

    Onde assistir: @netflixbrasil .

    #historiadecinema #historiadecinema4estrelas #criticadecinema #dicadecinema #dicadefilme
    #cinema #netflix #historiadecinemanetflix #historiadeumcasamento #historiadeumcasamentohc #marriagestory #adamdriver #noahbaumbach #divorcio #separação

  •  157  19  10 December, 2019
  • Climax
Nota: 7 (0 a 10)
Antes de tudo, é pertinente deixar claro que esse não é um filme convencional. Para quem já conhece a obra de Gaspar Noé, a ressalva não chega a ser uma surpresa. A aparente nota alta diz muito sobre algumas preferências pessoais e especificidades cinematográficas que talvez valorize mais do que o público em geral. “Climax” é um filme visceral, a preocupação com pudores tende a zero. Vemos nitidamente a representação dos nossos impulsos: desde a manifestação de sentimentos às nossas secreções.
A ambientação é simples e abriga um grupo de dançarinos que, além da prática da dança, interagem numa festa. É importante pontuar que cobranças como aprofundamentos psicológicos individuais são descabidas. Pelo contexto social, a lente recai sobre a análise do coletivo. Mais do que isso, analisa-se a expressão do comportamento humano a partir da soma de experiências individuais.
A grosso modo, o filme tem dois grandes atos: o primeiro que compreende a arte expressa em dança e interações preliminares baseadas na manifestação verbal de desejos e opiniões. A evolução para o segundo ato é potencializada pelo álcool e o LSD misturado anonimamente no ponche da festa subsequente ao ensaio. A cisão entre os momentos é bem pontuada pela frase "A vida é uma impossibilidade coletiva". Desde o começo do filme, mas principalmente após o início da alucinação coletiva, Gaspar Noé demonstra uma notável habilidade em desconstruir qualquer zona de conforto. O que se vê é uma vazão contínua e sem filtro da expressão de toda a pluralidade do comportamento humano. A atmosfera perturbadora construída a partir de uma câmera flutuante em longos planos, mistura de penumbras e iluminação vermelha e da incessante batida de música eletrônica, expõe o julgamento pessimista acerca da nossa condição. São fortes e não virtuosos os retratos da espontaneidade humana em cenas niilistas que compreendem nossa essência.
Tenho atração por mentes perturbadas, como a de Noé. Mas entendo que é algo particular. Se não pela expressão artística, considero que “Climax” é uma obra notável pela proposição desvencilhada das cartilhas usuais. Precisamos de filmes como esse.
  • Climax
    Nota: 7 (0 a 10)
    Antes de tudo, é pertinente deixar claro que esse não é um filme convencional. Para quem já conhece a obra de Gaspar Noé, a ressalva não chega a ser uma surpresa. A aparente nota alta diz muito sobre algumas preferências pessoais e especificidades cinematográficas que talvez valorize mais do que o público em geral. “Climax” é um filme visceral, a preocupação com pudores tende a zero. Vemos nitidamente a representação dos nossos impulsos: desde a manifestação de sentimentos às nossas secreções.
    A ambientação é simples e abriga um grupo de dançarinos que, além da prática da dança, interagem numa festa. É importante pontuar que cobranças como aprofundamentos psicológicos individuais são descabidas. Pelo contexto social, a lente recai sobre a análise do coletivo. Mais do que isso, analisa-se a expressão do comportamento humano a partir da soma de experiências individuais.
    A grosso modo, o filme tem dois grandes atos: o primeiro que compreende a arte expressa em dança e interações preliminares baseadas na manifestação verbal de desejos e opiniões. A evolução para o segundo ato é potencializada pelo álcool e o LSD misturado anonimamente no ponche da festa subsequente ao ensaio. A cisão entre os momentos é bem pontuada pela frase "A vida é uma impossibilidade coletiva". Desde o começo do filme, mas principalmente após o início da alucinação coletiva, Gaspar Noé demonstra uma notável habilidade em desconstruir qualquer zona de conforto. O que se vê é uma vazão contínua e sem filtro da expressão de toda a pluralidade do comportamento humano. A atmosfera perturbadora construída a partir de uma câmera flutuante em longos planos, mistura de penumbras e iluminação vermelha e da incessante batida de música eletrônica, expõe o julgamento pessimista acerca da nossa condição. São fortes e não virtuosos os retratos da espontaneidade humana em cenas niilistas que compreendem nossa essência.
    Tenho atração por mentes perturbadas, como a de Noé. Mas entendo que é algo particular. Se não pela expressão artística, considero que “Climax” é uma obra notável pela proposição desvencilhada das cartilhas usuais. Precisamos de filmes como esse.

  •  111  17  1 February, 2019
  • O Beijo no Asfalto
Nota: 8 (0 a 10)
Uma grata surpresa do cinema nacional.
O objeto explorado é o inusitado incidente ocorrido após um atropelamento fatal no fervo urbano. A vítima agonizante pede um beijo do homem que o segura nos braços. O pedido é atendido sob o testemunho das inúmeras pessoas que presenciaram o acidente. Esse é o ponto de partida de "Beijo no Asfalto", longa de estreia de Murilo Benício como diretor e roteirista baseado na obra de Nelson Rodrigues.
A diferenciação inicial reside na forma não inédita, mas rara e bem executada por Benício, que propõe uma fusão de teatro e cinema. O enredo é ensaiado pelos atores numa mesa redonda e paralelamente encenado com perspectivas teatrais. Esse formato, não só permite, como engrandece a proposta do foco num objeto, o beijo inesperado, em detrimento do aprofundamento psicológico dos personagens. O recurso é executado com maestria, essa perspectiva se vale da interpretação do fato por diversos pontos de vista: o pivô que executou o beijo, o sogro desse homem, jornalistas, polícia e a vizinha fofoqueira. Cada um traz consigo seu ponto vista e interesses. O roteiro se torna extremamente convidativo na medida em que roda o tema central de forma enriquecedora ao dar voz à versão de cada testemunha.
O elenco estrelado corresponde às expectativas e são um atrativo à parte. Há sobra de competência em absorver e transparecer a proposta de representação não óbvia da fusão do cinema e teatro. Soma-se a isso a delicadeza da fotografia preta e branca construída por Walter Carvalho. O diretor de fotografia tem grande peso na construção do ambiente investigativo ao dar um toque de film noir à obra.
Sei que a distribuição do filme não é das melhores, mas faça um esforço e veja essa pérola.
.
#cinemacrica #cinema #cinecult #cult #cinefilo #cinefilos #criticacinema #criticacine #criticadecine #criticadecinema #criticadefilme #cinemanacional #cinemabrasileiro #obeijonoasfalto #obeijonoasfaltoofilme #obeijonoasfaltoCineCrica #obeijonoasfaltocritica #beijonoasfalto #beijonoasfaltoofilme #lazaroramos #murilobenicio #fernandamontenegro #deborafalabella
  • O Beijo no Asfalto
    Nota: 8 (0 a 10)
    Uma grata surpresa do cinema nacional.
    O objeto explorado é o inusitado incidente ocorrido após um atropelamento fatal no fervo urbano. A vítima agonizante pede um beijo do homem que o segura nos braços. O pedido é atendido sob o testemunho das inúmeras pessoas que presenciaram o acidente. Esse é o ponto de partida de "Beijo no Asfalto", longa de estreia de Murilo Benício como diretor e roteirista baseado na obra de Nelson Rodrigues.
    A diferenciação inicial reside na forma não inédita, mas rara e bem executada por Benício, que propõe uma fusão de teatro e cinema. O enredo é ensaiado pelos atores numa mesa redonda e paralelamente encenado com perspectivas teatrais. Esse formato, não só permite, como engrandece a proposta do foco num objeto, o beijo inesperado, em detrimento do aprofundamento psicológico dos personagens. O recurso é executado com maestria, essa perspectiva se vale da interpretação do fato por diversos pontos de vista: o pivô que executou o beijo, o sogro desse homem, jornalistas, polícia e a vizinha fofoqueira. Cada um traz consigo seu ponto vista e interesses. O roteiro se torna extremamente convidativo na medida em que roda o tema central de forma enriquecedora ao dar voz à versão de cada testemunha.
    O elenco estrelado corresponde às expectativas e são um atrativo à parte. Há sobra de competência em absorver e transparecer a proposta de representação não óbvia da fusão do cinema e teatro. Soma-se a isso a delicadeza da fotografia preta e branca construída por Walter Carvalho. O diretor de fotografia tem grande peso na construção do ambiente investigativo ao dar um toque de film noir à obra.
    Sei que a distribuição do filme não é das melhores, mas faça um esforço e veja essa pérola.
    .
    #cinemacrica #cinema #cinecult #cult #cinefilo #cinefilos #criticacinema #criticacine #criticadecine #criticadecinema #criticadefilme #cinemanacional #cinemabrasileiro #obeijonoasfalto #obeijonoasfaltoofilme #obeijonoasfaltoCineCrica #obeijonoasfaltocritica #beijonoasfalto #beijonoasfaltoofilme #lazaroramos #murilobenicio #fernandamontenegro #deborafalabella

  •  196  19  11 December, 2018
  • Roma
Nota: 8 (0 a 10)
É com rara competência que essa obra aprofunda a complexidade do comportamento humano a partir de um núcleo familiar comum. Em “Roma”, a narrativa centra-se na empregada doméstica Cleo e, a partir desse referencial, a psique coletiva é expandida com uma riqueza impressionante.
Passada a sensível constatação da diferença da classe trabalhadora e dominante nas belas cenas iniciais, o diretor Alfonso Cuarón inicia a dissecação metódica da essência humana. A beleza do retrato se deve à ausência do juízo de valor, somos simplesmente despidos e o melhor e o pior da nossa espécie é exposto sem pudores.
Nossa condição é avaliada em diversos aspectos. Um dos contrastes mais pronunciados é o convívio íntimo entre vida e morte. Ao mesmo tempo em que o afeto leva a protagonista a arriscar a vida em prol de entes próximos, um potencial sentimento confuso de ternura ofusca a percepção da realidade convertendo o amor materno em dúvida. Novamente, não há heróis ou vilões, apenas a sucessão de fatos sinceros. Assim também estão relações como desejo e repúdio; união e desunião, todos desvinculados de classes sociais e faixa etária. A cólera infantil, por exemplo, é bem pontuada após uma desavença que sucede um momento prazeroso. Quando o homem não é o centro, há também a intervenção das forças naturais, que por vezes contrastam com o espírito vigente.
Tecnicamente primoroso, Cuarón encontra nas movimentações laterais de câmera e rotações centradas o apoio de recursos cinematográficos para acentuar o caráter investigativo e de compreensão de ambiente. A fotografia, que tem o inigualável charme do preto e branco, é tratada com igual competência.
Cuarón cumpre com êxito a impressionante trinca de direção, roteiro e fotografia. Mostra amplo domínio da obra presenteando-nos com um filme com coesão de altíssimo nível. Toda a repercussão em torno de “Roma” não é gratuita, são grandes as chances de figurar entre os 5 finalistas do Oscar de Filme estrangeiro com totais condições de sagrar-se vencedor. Está no Netflix, fica a dica.
.
#criticacinema #criticacine #criticadecine #criticadecinema #criticadefilme #oscar2019 #roma #romafilme #romacinecrica #romacinema
  • Roma
    Nota: 8 (0 a 10)
    É com rara competência que essa obra aprofunda a complexidade do comportamento humano a partir de um núcleo familiar comum. Em “Roma”, a narrativa centra-se na empregada doméstica Cleo e, a partir desse referencial, a psique coletiva é expandida com uma riqueza impressionante.
    Passada a sensível constatação da diferença da classe trabalhadora e dominante nas belas cenas iniciais, o diretor Alfonso Cuarón inicia a dissecação metódica da essência humana. A beleza do retrato se deve à ausência do juízo de valor, somos simplesmente despidos e o melhor e o pior da nossa espécie é exposto sem pudores.
    Nossa condição é avaliada em diversos aspectos. Um dos contrastes mais pronunciados é o convívio íntimo entre vida e morte. Ao mesmo tempo em que o afeto leva a protagonista a arriscar a vida em prol de entes próximos, um potencial sentimento confuso de ternura ofusca a percepção da realidade convertendo o amor materno em dúvida. Novamente, não há heróis ou vilões, apenas a sucessão de fatos sinceros. Assim também estão relações como desejo e repúdio; união e desunião, todos desvinculados de classes sociais e faixa etária. A cólera infantil, por exemplo, é bem pontuada após uma desavença que sucede um momento prazeroso. Quando o homem não é o centro, há também a intervenção das forças naturais, que por vezes contrastam com o espírito vigente.
    Tecnicamente primoroso, Cuarón encontra nas movimentações laterais de câmera e rotações centradas o apoio de recursos cinematográficos para acentuar o caráter investigativo e de compreensão de ambiente. A fotografia, que tem o inigualável charme do preto e branco, é tratada com igual competência.
    Cuarón cumpre com êxito a impressionante trinca de direção, roteiro e fotografia. Mostra amplo domínio da obra presenteando-nos com um filme com coesão de altíssimo nível. Toda a repercussão em torno de “Roma” não é gratuita, são grandes as chances de figurar entre os 5 finalistas do Oscar de Filme estrangeiro com totais condições de sagrar-se vencedor. Está no Netflix, fica a dica.
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    #criticacinema #criticacine #criticadecine #criticadecinema #criticadefilme #oscar2019 #roma #romafilme #romacinecrica #romacinema

  •  132  25  17 December, 2018
  • Anabelle 3 (2019) .
.
Após assistir Anabelle 3, ou “Anabelle – por que fizeram esse filme?”, você se da conta de que o filme não assusta, não tem uma história boa e mais parece um filler do que qualquer outra coisa. O filme é protagonizado pela filha do casal Warren, uma babá asmática e sua amiga que tem habilidades surpreendentes na arte de causar problemas. Basicamene a Anabelle fica solta dentro da casa dos Warrens e essas três protagonistas tem que lidar com a boneca e as outras entidades que eventualmente foram libertadas. .
.
E PRESTA? Obviamente eu recomendo que você não assista esse filme, a menos que realmente goste de um terror bobinho (ao nível Scooby Doo). Os personagens não são carismáticos, talvez a filha dos Warrens seja o mais próximo de carismático que você verá nesse filme. A história é boba e não se justifica. O filme parece mais uma vitrine para dizer “ei, olha só quantas entidades novas podemos explorar em novos spin-off”. Em resumo… É melhor procurar outro filme para ver.
  • Anabelle 3 (2019) .
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    Após assistir Anabelle 3, ou “Anabelle – por que fizeram esse filme?”, você se da conta de que o filme não assusta, não tem uma história boa e mais parece um filler do que qualquer outra coisa. O filme é protagonizado pela filha do casal Warren, uma babá asmática e sua amiga que tem habilidades surpreendentes na arte de causar problemas. Basicamene a Anabelle fica solta dentro da casa dos Warrens e essas três protagonistas tem que lidar com a boneca e as outras entidades que eventualmente foram libertadas. .
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    E PRESTA? Obviamente eu recomendo que você não assista esse filme, a menos que realmente goste de um terror bobinho (ao nível Scooby Doo). Os personagens não são carismáticos, talvez a filha dos Warrens seja o mais próximo de carismático que você verá nesse filme. A história é boba e não se justifica. O filme parece mais uma vitrine para dizer “ei, olha só quantas entidades novas podemos explorar em novos spin-off”. Em resumo… É melhor procurar outro filme para ver.

  •  224  19  23 September, 2019
  • Lizzie
Nota: 5 (0 a 10)
Ambientado na conservadora alta sociedade norte-americana do final do século XIX, "Lizzie" tem como ponto de partida o retrato da predominante visão machista. Nas cenas iniciais a subordinação à figura masculina fica explícita: Lizzie é proibida pelo pai de ir ao teatro sozinha sem a presença de um homem. De essência libertária, os constantes conflitos dela com o pai são inevitáveis. A trama ganha novos contornos com a chegada da nova empregada, Bridget. A partir de então, novos relacionamentos são construídos assim como novos horizontes passam a ser vislumbrados.
O fato mais impressionante é que o filme é baseado num brutal duplo homicídio real, isso porque a obra em si não empolga. Esse parece ser o caso onde se tem em mãos uma história que prende a atenção ao ser contada, mas que requer habilidade para se tornar relevante como arte cinematográfica. Não é simples agregar elementos diferenciadores em temas tão conhecidos e reproduzidos à exaustão, por mais chocante que seja o episódio. Uma coisa é transmitir um relato, outra bem diferente é desenvolver um filme envolvente a partir desse mesmo fato. 
Em "Lizzie", o diretor Craig Macneill patinou nos principais alicerces: sociedade conservadora, busca por liberdade, ganância e homicídio. Soa comum? Esse é um bom panorama do que o filme oferece. O que se vê, portanto, são encenações não inspiradoras que de alguma forma permeiam superficialmente esses elementos principais. Não há amplitude de repertório além do descrito, nem profundidade no que se abraça como corpo da narrativa.
Em dois momentos nos deparamos com ataques epiléticos de Lizzie, mas ao final, essas inserções se mostram frouxas e parecem estar presentes por uma preocupação aleatória de fidedignidade ao caso real. Apesar de contar com duas grandes atrizes, Chloë Sevigny e  Kristen Stewart, o longa não sai da vala comum e tem uma entrega apenas mediana.
.
#cinemacrica #cinema #cinecult #cult #cinefilo #cinefilos #criticacinema #criticacine #criticadecine #criticadecinema #criticadefilme #estreiasdasemana #lizzie #lizziefilme #lizzieCineCrica #lizziecritica #kirstenstewart #kirstenstewartlizzie #chloesevigny #chloesevignylizzie
  • Lizzie
    Nota: 5 (0 a 10)
    Ambientado na conservadora alta sociedade norte-americana do final do século XIX, "Lizzie" tem como ponto de partida o retrato da predominante visão machista. Nas cenas iniciais a subordinação à figura masculina fica explícita: Lizzie é proibida pelo pai de ir ao teatro sozinha sem a presença de um homem. De essência libertária, os constantes conflitos dela com o pai são inevitáveis. A trama ganha novos contornos com a chegada da nova empregada, Bridget. A partir de então, novos relacionamentos são construídos assim como novos horizontes passam a ser vislumbrados.
    O fato mais impressionante é que o filme é baseado num brutal duplo homicídio real, isso porque a obra em si não empolga. Esse parece ser o caso onde se tem em mãos uma história que prende a atenção ao ser contada, mas que requer habilidade para se tornar relevante como arte cinematográfica. Não é simples agregar elementos diferenciadores em temas tão conhecidos e reproduzidos à exaustão, por mais chocante que seja o episódio. Uma coisa é transmitir um relato, outra bem diferente é desenvolver um filme envolvente a partir desse mesmo fato.
    Em "Lizzie", o diretor Craig Macneill patinou nos principais alicerces: sociedade conservadora, busca por liberdade, ganância e homicídio. Soa comum? Esse é um bom panorama do que o filme oferece. O que se vê, portanto, são encenações não inspiradoras que de alguma forma permeiam superficialmente esses elementos principais. Não há amplitude de repertório além do descrito, nem profundidade no que se abraça como corpo da narrativa.
    Em dois momentos nos deparamos com ataques epiléticos de Lizzie, mas ao final, essas inserções se mostram frouxas e parecem estar presentes por uma preocupação aleatória de fidedignidade ao caso real. Apesar de contar com duas grandes atrizes, Chloë Sevigny e Kristen Stewart, o longa não sai da vala comum e tem uma entrega apenas mediana.
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    #cinemacrica #cinema #cinecult #cult #cinefilo #cinefilos #criticacinema #criticacine #criticadecine #criticadecinema #criticadefilme #estreiasdasemana #lizzie #lizziefilme #lizzieCineCrica #lizziecritica #kirstenstewart #kirstenstewartlizzie #chloesevigny #chloesevignylizzie

  •  124  10  6 January, 2019
  • Uma ruptura para o gênero. Aos acostumados às franquias de heróis, “Coringa” proporcionará uma experiência distinta. O protagonismo dos efeitos especiais e batalhas homéricas cede espaço para o entendimento de uma mente doente. A perspectiva maniqueísta dos HQs encontra na vida de Arthur Fleck, o Coringa, algo além do bem e do mal. O além, nesse caso, adota um caráter simples no sentido de reduzir o escopo à psique de um personagem e, ao mesmo tempo, complexo pela exigência natural de se retratar a pluralidade de sinais dessa condição humana.

A abordagem não hiperbólica é conduzida com precisão pelo diretor Todd Phillips. O escrutínio imparcial do funcionamento cerebral do protagonista tem como virtude o equilíbrio de elementos narrativos. Andamos sobre a exata linha que separa a compaixão do repúdio. Não há, em essência, uma figura proativamente criminosa, mas alguém vítima de uma grave desordem psicológica. As transgressões, inclusive, são reflexos de estímulos hostis. Coube a Joaquin Phoenix transmitir esse aglomerado de emoções. Pergunto-me quantos outros atores comportariam tamanha volatilidade de emoções. Quantos conseguiriam realizar de forma convincente aquele riso inclassificável, aquela manifestação concomitante de quase tudo o que pendula entre o sadismo e a ternura.

Apesar da abordagem sóbria, ainda estamos imersos no universo dos heróis e vilões. Há uma seletividade de concessões ao que podemos considerar maduro. O que poderia seguir numa abordagem clínica do psicológico de Arthur, cede para incursões que privilegiam a magnitude. O protagonista rende bons e suficientes momentos no seu microcosmo. Lá, reside didática o suficiente para compreender sua complexidade. Mas, há uma busca pelo livre trânsito em esferas elevadas como o contato com a família Wayne e o apresentador de TV Murray Franklin. Essa exponencialidade com ares de fantasia também permeia a construção da luta de classes que se dissemina em Gothan após um delito de Arthur.

Essas investidas se alimentam de preciosos minutos que rompem com o exercício produtivo de maturar o cotidiano. Não espere que o Coringa de Phillips construa o arco que o leve da patologia ao prazer no caos.
  • Uma ruptura para o gênero. Aos acostumados às franquias de heróis, “Coringa” proporcionará uma experiência distinta. O protagonismo dos efeitos especiais e batalhas homéricas cede espaço para o entendimento de uma mente doente. A perspectiva maniqueísta dos HQs encontra na vida de Arthur Fleck, o Coringa, algo além do bem e do mal. O além, nesse caso, adota um caráter simples no sentido de reduzir o escopo à psique de um personagem e, ao mesmo tempo, complexo pela exigência natural de se retratar a pluralidade de sinais dessa condição humana.

    A abordagem não hiperbólica é conduzida com precisão pelo diretor Todd Phillips. O escrutínio imparcial do funcionamento cerebral do protagonista tem como virtude o equilíbrio de elementos narrativos. Andamos sobre a exata linha que separa a compaixão do repúdio. Não há, em essência, uma figura proativamente criminosa, mas alguém vítima de uma grave desordem psicológica. As transgressões, inclusive, são reflexos de estímulos hostis. Coube a Joaquin Phoenix transmitir esse aglomerado de emoções. Pergunto-me quantos outros atores comportariam tamanha volatilidade de emoções. Quantos conseguiriam realizar de forma convincente aquele riso inclassificável, aquela manifestação concomitante de quase tudo o que pendula entre o sadismo e a ternura.

    Apesar da abordagem sóbria, ainda estamos imersos no universo dos heróis e vilões. Há uma seletividade de concessões ao que podemos considerar maduro. O que poderia seguir numa abordagem clínica do psicológico de Arthur, cede para incursões que privilegiam a magnitude. O protagonista rende bons e suficientes momentos no seu microcosmo. Lá, reside didática o suficiente para compreender sua complexidade. Mas, há uma busca pelo livre trânsito em esferas elevadas como o contato com a família Wayne e o apresentador de TV Murray Franklin. Essa exponencialidade com ares de fantasia também permeia a construção da luta de classes que se dissemina em Gothan após um delito de Arthur.

    Essas investidas se alimentam de preciosos minutos que rompem com o exercício produtivo de maturar o cotidiano. Não espere que o Coringa de Phillips construa o arco que o leve da patologia ao prazer no caos.

  •  209  49  8 October, 2019
  • Assunto de Família
Nota: 8 (0 a 10)
O espaço físico assemelha-se a um pequeno cortiço aberto com arranjos orientais. A moral vigente resume-se a um antro de vícios e delitos, para citar alguns:  roubo, preguiça, prostituição, mentira, homicídio e sequestro. Esse é o lar que conforta um grupo de 6 pessoas que não podem, ao rigor do termo, serem chamados de família. Apesar da desconexão sanguínea de alguns entes, a matriarca abriga com o mesmo carinho os moradores nessa humilde casa.
A realidade difícil se manifesta com vasto repertório em infrações ao mesmo tempo em que permeia todas as faixas etárias dessa família peculiar. Lutam para sobreviver desde a idosa matriarca até o pequeno Shota. Invariavelmente, os membros se valem de métodos moralmente condenáveis para sua subsistência. Apesar do retrato pesado, conseguimos nutrir um forte sentimento de ternura por todos os membros desse lar. Os desvios não são gratuitos ou visam lesar o próximo, mas de alguma forma, pelo contexto, acabam por flexibilizar a moral e com doçura tornam-se aceitáveis. O diretor Hirokazu Kore-eda tem como provocação inicial, portanto, relativizar o que julgamos ser absolutamente moral. O passo seguinte é construir uma identidade familiar baseada simplesmente no amor puro, livre de interesse. Sobretudo na relação do protagonista e as crianças. Essa força não depende de laços biológicos ou abundância de recursos. É possível encontrar harmonia mesmo dividindo com muitos poucos metros quadrados.
"Assunto de Família" apresentará com ternura uma família que teria tudo para ser condenada. Mesmo com graves adversidades e revelações duras de alguns membros, o sentimento de unidade é forte a ponto de superar o ambiente inóspito em que vivem. É belo o toque do diretor em mostrar essa coesão de forma completa, mesmo não havendo laço sanguíneo, as duas crianças deixam claro quem são as pessoas queridas em suas vidas. A verdade infantil na expressão desse sentimento tão nobre, potencializam o retrato da força do amor genuíno.
.
#cinemacrica #cinefilos #criticacinema #criticacine #criticadecine #criticadecinema #estreiasdasemana #assuntodefamilia #assuntodefamiliafilme #assuntodefamiliaCineCrica
  • Assunto de Família
    Nota: 8 (0 a 10)
    O espaço físico assemelha-se a um pequeno cortiço aberto com arranjos orientais. A moral vigente resume-se a um antro de vícios e delitos, para citar alguns: roubo, preguiça, prostituição, mentira, homicídio e sequestro. Esse é o lar que conforta um grupo de 6 pessoas que não podem, ao rigor do termo, serem chamados de família. Apesar da desconexão sanguínea de alguns entes, a matriarca abriga com o mesmo carinho os moradores nessa humilde casa.
    A realidade difícil se manifesta com vasto repertório em infrações ao mesmo tempo em que permeia todas as faixas etárias dessa família peculiar. Lutam para sobreviver desde a idosa matriarca até o pequeno Shota. Invariavelmente, os membros se valem de métodos moralmente condenáveis para sua subsistência. Apesar do retrato pesado, conseguimos nutrir um forte sentimento de ternura por todos os membros desse lar. Os desvios não são gratuitos ou visam lesar o próximo, mas de alguma forma, pelo contexto, acabam por flexibilizar a moral e com doçura tornam-se aceitáveis. O diretor Hirokazu Kore-eda tem como provocação inicial, portanto, relativizar o que julgamos ser absolutamente moral. O passo seguinte é construir uma identidade familiar baseada simplesmente no amor puro, livre de interesse. Sobretudo na relação do protagonista e as crianças. Essa força não depende de laços biológicos ou abundância de recursos. É possível encontrar harmonia mesmo dividindo com muitos poucos metros quadrados.
    "Assunto de Família" apresentará com ternura uma família que teria tudo para ser condenada. Mesmo com graves adversidades e revelações duras de alguns membros, o sentimento de unidade é forte a ponto de superar o ambiente inóspito em que vivem. É belo o toque do diretor em mostrar essa coesão de forma completa, mesmo não havendo laço sanguíneo, as duas crianças deixam claro quem são as pessoas queridas em suas vidas. A verdade infantil na expressão desse sentimento tão nobre, potencializam o retrato da força do amor genuíno.
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    #cinemacrica #cinefilos #criticacinema #criticacine #criticadecine #criticadecinema #estreiasdasemana #assuntodefamilia #assuntodefamiliafilme #assuntodefamiliaCineCrica

  •  104  19  11 hours ago
  • “Escola de Solteiras” é um filme da Netflix aparentemente bobinho, mas que fala de um sofrimento bem real, para quem estiver disposto a olhar para as entrelinhas. ⠀
⠀
Ana é uma personagem louca para casar e disposta a qualquer coisa para atingir seu objetivo. Note que eu disse que ela é louca para casar - não importa com quem. ⠀
⠀
Ela é uma vítima do que a sociedade impõe às mulheres: em pleno século XXI ainda se espera que as mulheres casem, necessariamente. ⠀
⠀
Desiludida com seu relacionamento, ela começa um curso que promete conseguir fazê-la casar. Esse curso é uma caricatura de tudo que é exigido das mulheres numa relação: a total anulação de sua individualidade em favor do marido. E cabe unicamente aos homens decidir quando casar, algo que por si mesmo já vem na contramão de que um relacionamento é feito a dois e ambos decidem juntos sobre isso. Ninguém mais acha estranho que é sempre o homem quem “deve” fazer o pedido?⠀
⠀
O filme é bem engraçado, e esse é o grande diferencial, não é mais um documentário falando de feminismo, é um filme divertido sobre o qual pode-se dar risada, mas que não é uma simples comédia. Por trás dessa comédia, Ana está em intenso sofrimento por não se adequar ao que todos exigem dela: um marido. É sofrível a cena, no início do filme, em que ela está no aniversário de casamento dos pais e as pessoas perguntam incessantemente sobre o relacionamento dela cobrando um casamento. ⠀
⠀
Ouso afirmar que a esmagadora maioria das mulheres com mais de trinta anos que são solteiras já passaram pelo que essa cena ilustra. ⠀
⠀
A sociedade é muito cruel com as mulheres neste sentido, pois não respeita a subjetividade de cada uma, o momento de vida nem os objetivos individuais. Espera-se que abram mão de tudo isso unicamente pelo “título” de esposa e esquecem-se que nem todas as mulheres desejam o casamento. ⠀
⠀
Não quero entregar o final do filme, mas quero só registrar que achei lindo porque ele cumpre seu propósito até o fim, não força um enquadramento da personagem. ⠀
⠀
Fico por aqui para não dar nenhum spoiler, mas deixo minha recomendação de que assistam para além da simples comédia. ⠀
Por psicóloga Fernanda Soibelman @fsoki
  • “Escola de Solteiras” é um filme da Netflix aparentemente bobinho, mas que fala de um sofrimento bem real, para quem estiver disposto a olhar para as entrelinhas. ⠀

    Ana é uma personagem louca para casar e disposta a qualquer coisa para atingir seu objetivo. Note que eu disse que ela é louca para casar - não importa com quem. ⠀

    Ela é uma vítima do que a sociedade impõe às mulheres: em pleno século XXI ainda se espera que as mulheres casem, necessariamente. ⠀

    Desiludida com seu relacionamento, ela começa um curso que promete conseguir fazê-la casar. Esse curso é uma caricatura de tudo que é exigido das mulheres numa relação: a total anulação de sua individualidade em favor do marido. E cabe unicamente aos homens decidir quando casar, algo que por si mesmo já vem na contramão de que um relacionamento é feito a dois e ambos decidem juntos sobre isso. Ninguém mais acha estranho que é sempre o homem quem “deve” fazer o pedido?⠀

    O filme é bem engraçado, e esse é o grande diferencial, não é mais um documentário falando de feminismo, é um filme divertido sobre o qual pode-se dar risada, mas que não é uma simples comédia. Por trás dessa comédia, Ana está em intenso sofrimento por não se adequar ao que todos exigem dela: um marido. É sofrível a cena, no início do filme, em que ela está no aniversário de casamento dos pais e as pessoas perguntam incessantemente sobre o relacionamento dela cobrando um casamento. ⠀

    Ouso afirmar que a esmagadora maioria das mulheres com mais de trinta anos que são solteiras já passaram pelo que essa cena ilustra. ⠀

    A sociedade é muito cruel com as mulheres neste sentido, pois não respeita a subjetividade de cada uma, o momento de vida nem os objetivos individuais. Espera-se que abram mão de tudo isso unicamente pelo “título” de esposa e esquecem-se que nem todas as mulheres desejam o casamento. ⠀

    Não quero entregar o final do filme, mas quero só registrar que achei lindo porque ele cumpre seu propósito até o fim, não força um enquadramento da personagem. ⠀

    Fico por aqui para não dar nenhum spoiler, mas deixo minha recomendação de que assistam para além da simples comédia. ⠀
    Por psicóloga Fernanda Soibelman @fsoki

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