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caixadepoetas - 84 posts

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  • Estou na estrada olhando árvores, carros, céus passarem por mim. Sinto-me tão leve que poderia voar. Finalmente ele está morto. Recuperei meu humor e novas expectativas crescem em volta da dor. Olhando bem, tudo anunciava no fim. Ele é uma farsa vestida de terno e mansidão , escondido num discurso bíblico hipócrita como a maioria dos de sua espécie. Eu... Eu sou louca liberdade, filha da luxúria com o vento,  bebo, canto, fodo, vivo. Sou o que ele intitula de vadia e quer e ele é o que eu intitulo de covarde e repudio. Vai sempre ter essa aquela vidinha de penitência cristã, enquanto eu vou pro mundo como libera pagã. Estou na estrada. Subindo a serra. Indo em frente. Espero que ele um dia crie essa coragem e consiga ir também. Não nos encontraremos mais. glória  a Deus por isso, não é? Mas de vez em quando, um lembrará do outro. Eu vou cantar um dos meus rocks ou blues ou dedicar a ele algum momento embaixo dos lençóis entre ideias e gemidos. Se é que me entendem?  E ele, coitado, ao lembrar de mim, terá que se trancar no banheiro com uma boa desculpa para dar a ela pela demora no chuveiro e dizer o meu nome baixinho para ninguém saber do seu pecado.
(Waleska Zibetti, in "O Pastor e Desgarrada") Você  pode comprar um exemplar do meu livro "Contos de Boteco" acessando o link da bio.

#literaturabrasileira #conto #contos #cotidiano #cronicas #waleskazibetti #citações #reflexão #pensamentos #livro #poesias #versos #riodasostras #riodejaneiro #brasil #literatura #amor #vida #inspirações #amor #literaturanacional #ideias #novo #frases #literatura #vida #sentimento #caixadepoetas  #autora #textosautorais #escritora
  • Estou na estrada olhando árvores, carros, céus passarem por mim. Sinto-me tão leve que poderia voar. Finalmente ele está morto. Recuperei meu humor e novas expectativas crescem em volta da dor. Olhando bem, tudo anunciava no fim. Ele é uma farsa vestida de terno e mansidão , escondido num discurso bíblico hipócrita como a maioria dos de sua espécie. Eu... Eu sou louca liberdade, filha da luxúria com o vento, bebo, canto, fodo, vivo. Sou o que ele intitula de vadia e quer e ele é o que eu intitulo de covarde e repudio. Vai sempre ter essa aquela vidinha de penitência cristã, enquanto eu vou pro mundo como libera pagã. Estou na estrada. Subindo a serra. Indo em frente. Espero que ele um dia crie essa coragem e consiga ir também. Não nos encontraremos mais. glória a Deus por isso, não é? Mas de vez em quando, um lembrará do outro. Eu vou cantar um dos meus rocks ou blues ou dedicar a ele algum momento embaixo dos lençóis entre ideias e gemidos. Se é que me entendem? E ele, coitado, ao lembrar de mim, terá que se trancar no banheiro com uma boa desculpa para dar a ela pela demora no chuveiro e dizer o meu nome baixinho para ninguém saber do seu pecado.
    (Waleska Zibetti, in "O Pastor e Desgarrada") Você pode comprar um exemplar do meu livro "Contos de Boteco" acessando o link da bio.

    #literaturabrasileira #conto #contos #cotidiano #cronicas #waleskazibetti #citações #reflexão #pensamentos #livro #poesias #versos #riodasostras #riodejaneiro #brasil #literatura #amor #vida #inspirações #amor #literaturanacional #ideias #novo #frases #literatura #vida #sentimento #caixadepoetas #autora #textosautorais #escritora
  •  20  0  7 June, 2019
  • Oi. Tudo bem?

Ando meio nostálgica. Estou até ouvindo Oswaldo Montenegro (Agora "Taxímetro". É  bom lhe marcar no meu tempo. Lhe sinto mais perto)  Motivo desse meu momento? Acho que é a lua ou a junção de Vênus com Netuno (Esse último ponto eu inventei. Não faço a menor ideia de onde está Vênus, e se Netuno não estiver cuidando do mar: fodeu!). Na verdade não sei o meu porquê nesse momento. Tudo que sei é que estou. E é tão  chato! Já  até escrevi uma carta hoje. Acredita? Uma carta... Para mim, hoje, carta é  o ápice da nostalgia.

Acho que sinto falta daquele tempo onde a paciência era mais possível. Rs... Éramos jovens e o peso das merdas feitas não afetariam nada além do boletim. Sinto falta do tempo que a coisa mais perigosa que tínhamos escondido era um sarro no muro da escola. 
Talvez a culpa seja dos meus cabelos que deixei branquear de vez.  Sei lá!  Pintar os cabelos me pareceu uma luta insana contra o tempo.  E consequentemente uma luta insana contra tudo  que vivi. O tempo não  pára, não é?  Nós cantávamos isso sem ter a real noção do peso dessa verdade. 
Eu olhei umas fotos antigas. Não  faço  ideia de onde está meu irmão.  Por que eu me permiti perdê-lo? Aliás,  por que permiti tanto adeus ao longo da vida!? E  repente dar adeus seja o check point para o novo passo evolutivo. 
Estou perdida. Dolorosamente perdida. Não  faço  a menor ideia de como me encontrar. Me perdi até  mesmo nessa coisa aqui. Queria ser criança, me sentar abraçada aos joelhos e gritar por minha mãe. Mas agora eu sei que não  tenho mãe. Ninguém viria pegar minhas mãos e me levar. O tempo realmente não  parou e inevitavelmente eu cresci. 
Então, é isso! Estou nostalgica como uma canção de bolero, como uma tarde de chuva no meio do inverno, como um velho olhando mar. Estou nostalgica e tudo que tenho para acalmar essa vontade louca de chorar, chorar, chorar... e me afundar em mim e  nessa carta que você  leu e vai esquecer por aí. Acho que é  por isso que a escrevi. Depois de esquecida a carta representará exatamente como estou me sentindo agora:  um pedaço de qualquer coisa que foi esquecido por aí. (Continua...)
  • Oi. Tudo bem?

    Ando meio nostálgica. Estou até ouvindo Oswaldo Montenegro (Agora "Taxímetro". É bom lhe marcar no meu tempo. Lhe sinto mais perto) Motivo desse meu momento? Acho que é a lua ou a junção de Vênus com Netuno (Esse último ponto eu inventei. Não faço a menor ideia de onde está Vênus, e se Netuno não estiver cuidando do mar: fodeu!). Na verdade não sei o meu porquê nesse momento. Tudo que sei é que estou. E é tão chato! Já até escrevi uma carta hoje. Acredita? Uma carta... Para mim, hoje, carta é o ápice da nostalgia.

    Acho que sinto falta daquele tempo onde a paciência era mais possível. Rs... Éramos jovens e o peso das merdas feitas não afetariam nada além do boletim. Sinto falta do tempo que a coisa mais perigosa que tínhamos escondido era um sarro no muro da escola.
    Talvez a culpa seja dos meus cabelos que deixei branquear de vez. Sei lá! Pintar os cabelos me pareceu uma luta insana contra o tempo. E consequentemente uma luta insana contra tudo que vivi. O tempo não pára, não é? Nós cantávamos isso sem ter a real noção do peso dessa verdade.
    Eu olhei umas fotos antigas. Não faço ideia de onde está meu irmão. Por que eu me permiti perdê-lo? Aliás, por que permiti tanto adeus ao longo da vida!? E repente dar adeus seja o check point para o novo passo evolutivo.
    Estou perdida. Dolorosamente perdida. Não faço a menor ideia de como me encontrar. Me perdi até mesmo nessa coisa aqui. Queria ser criança, me sentar abraçada aos joelhos e gritar por minha mãe. Mas agora eu sei que não tenho mãe. Ninguém viria pegar minhas mãos e me levar. O tempo realmente não parou e inevitavelmente eu cresci.
    Então, é isso! Estou nostalgica como uma canção de bolero, como uma tarde de chuva no meio do inverno, como um velho olhando mar. Estou nostalgica e tudo que tenho para acalmar essa vontade louca de chorar, chorar, chorar... e me afundar em mim e nessa carta que você leu e vai esquecer por aí. Acho que é por isso que a escrevi. Depois de esquecida a carta representará exatamente como estou me sentindo agora: um pedaço de qualquer coisa que foi esquecido por aí. (Continua...)
  •  22  2  5 June, 2019

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